Início Sociedade Greve nacional dos professores angolanos avança com primeira fase de 22 a 27 de Abril

Greve nacional dos professores angolanos avança com primeira fase de 22 a 27 de Abril

por Redação

Uma greve para exigir «melhores condições laborais e promoções» e contestar a «não-promoção de categorias e a não fixação de um prazo para a atualização da tabela salarial», vai ser levada a cabo pelo SINPTENU de 22 a 27 de Abril corrente.

O Sindicato Nacional de Professores do Ensino e Trabalhadores do Ensino não Universitário (SINPTENU) decidiu no sábado (17) avançar para uma greve nacional, dividida pelos meses de Abril, Maio e Junho, para exigir «melhores condições laborais e promoções».

A primeira fase da greve nacional irá decorrer entre 22 e 27 de Abril, enquanto a segunda fase irá realizar-se entre 24 e 27 de Maio e a terceira fase de 14 de Junho a 02 de Julho.

Segundo o Sinptenu, a declaração da greve nacional foi aprovada sábado, na sequência de uma assembleia representativa dos trabalhadores do ensino não universitário, em Luanda, que analisou o caderno reivindicativo remetido à entidade empregadora.

A «falta de uma resposta satisfatória» por parte de entidade patronal, que «tão pouco considerou os problemas que afligem os trabalhadores do sector da Educação» motivou a declaração de greve, refere o sindicato em nota de imprensa.

Outros motivos para a greve, acrescenta o sindicato, são a «não-promoção de categorias e a não fixação de um prazo para a actualização da tabela salarial, num altura em que o poder de compra dos salários já desceu mais de 40%».

O sindicato exige também a criação de meios mais eficientes e constantes para a protecção dos agentes da educação contra a Covid-19, além da implementação do transporte para professores ou o respectivo subsídio.

O estabelecimento de convénios com instituições bancárias para concessão de créditos, com instituições de saúde para emissão de seguro de saúde e a atribuição de uma carteira profissional, constam ainda do caderno reivindicativo enviado ao Ministério da Educação no passado dia 24 de Fevereiro. (In Observador)

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