Início Sociedade Governo angolano afrouxa restrições e dá luz verde para actividades religiosas

Governo angolano afrouxa restrições e dá luz verde para actividades religiosas

por Redação

As restrições para actividades religiosas foram levantadas. Entre as alterações constam também a decisão de suspender a retoma da actividade presencial no ensino pré-escolar.

O governo angolano anunciou quinta-feira (11) o fim das restrições para actividades religiosas, deixando de haver limitações quanto aos dias em que podem ser realizadas a partir de sexta-feira.
O anuncio foi feito em Luanda, em conferência de imprensa, pelo ministro de Estado e da Casa Civil do Presidente, Adão de Almeida, que actualizou as regras do decreto presidencial relativo à situação de calamidade pública devido à Covid-19 que vão estar vigentes até 10 de Abril.
Em termos gerais, as medidas em vigor a partir das 00:00 de 12 de Março mantêm-se nos próximos 30 dias, incluindo a cerca sanitária em Luanda, devido ao surgimento de novas variantes do vírus SARS-Cov-2.
No entanto, podem ser retomados os voos directos para Portugal, Brasil e África do Sul. Entre as alterações constam também a decisão de suspender a retoma da actividade presencial no ensino pré-escolar, prevista para 15 de Março, e o fim das restrições aos cultos religiosos que até agora só podiam realizar-se quatro vezes por semana. Mantêm-se as regras de ocupação máxima até 50% da capacidade do espaço, respeito pelo distanciamento físico entre os fiéis e higienização permanente do espaço, adiantou Adão de Almeida.
Questionado sobre se a decisão poderia ter reflexos negativos devido ao incumprimento das medidas de prevenção por parte dos cidadãos, nomeadamente nos transportes e festas que se multiplicam por Luanda, o ministro disse que não é possível vigiar cada cidadão e admitiu que há «um certo cansaço», com as restrições que já duram há um ano.
Porém, o governante sublinhou que «a mensagem tem de ser intensificada» e que o relaxamento das medidas pode implicar perder tudo o que se conquistou com muito sacrifício. «O que temos de fazer é continuar a sensibilizar e esclarecer as pessoas», destacou Adão de Almeida, admitindo que os órgãos competentes terão de ser «mais incisivos na fiscalização e aplicação de sanções».
Também a ministra da Saúde vincou a necessidade de cumprir as regras em vigor, incluindo o uso de máscaras, o distanciamento social e evitar ajuntamentos e festas. «Não podemos continuar com este tipo de atitudes», admoestou Sílvia Lutucuta. Angola registou um total de 21.205 infecções, 517 óbitos e 19.827 recuperações da doença.
A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.621.295 mortos no mundo, resultantes de mais de 117,9 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. A doença é transmitida por um novo Coronavírus detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China. (In Observador)

Poderá também achar interessante