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Governo, alarmado com subida de preços implementa medidas de emergência

por Redação

A constante subida de preços que muito tem afectado a população em meio à actual crise, em que avulta igualmente a falta de empregos, levou o Governo a implementar um conjunto de medidas de emergência como a suspensão do pagamento de direitos aduaneiros sobre a importação de alguns produtos alimentares

Na mesma esteira, em relação à actualização das medidas de contenção da pandemia, foi levantada a cerca sanitária na província de Luanda, que estava a criar dificuldades no acesso de produtos ao mercado e, consequentemente, a motivar a subida de preços.

A meta do Governo para a inflação, em 2021 e, para 2022, aponta-se abaixo de 10%. Em Julho, a inflação homóloga subiu para 25.72%, nível máximo desde Outubro de 2017. A manutenção da inflação anual a níveis elevados tem forçado o Banco Nacional de Angola (BNA) a uma subida das taxas de juro a curto prazo.

Contudo, a origem da inflação encontra-se mais do lado da oferta do que da procura. O principal factor é a forte depreciação do kwanza, que perdeu mais de 1/3 do seu valor em relação ao dólar norte-americano em 2020.

Apesar dos esforços de aumento da produção interna, o mercado continua dependente de importações e a alegada resistência do governador do BNA, José de Lima Massano, a um aumento das taxas de juro, dado o risco de aprofundamento da recessão, tem sido infrutífera.

Entretanto, a suspensão do pagamento dos direitos aduaneiros sobre a importação de alguns produtos da cesta básica tem sido motivo de alguma esperança dos comerciantes, um pouco por todo país, que destacam vantagens da sua aquisição a preços módicos.

Fazem parte dos produtos da cesta básica isentos de direitos aduaneiros, o arroz, coxa de frango, óleo alimentar, carne de porco, carne seca de vaca, grão de milho e leite em pó.

A medida do Executivo angolano que suspende o pagamento dos direitos aduaneiros sobre a importação dos refridos produtos consta de um Decreto Legislativo Provisório, aprovado em Conselho de Ministros.

Os comerciantes afirmam que a medida vai ajudá-los a adquirir mais produtos que estarão à disposição dos clientes, sobretudo nesta fase que em se aproxima a quadra festiva. Haverá melhor correspondência à demanda, assim como a medida contribuirá ainda para o baixo preço de tais produtos nas lojas e nos mercados informais.

Por outro lado, os operadores comerciais apelam ao Executivo para encontrar formas de diminuir a burocracia administrativa, por ter influência negativa para a retirada dos produtos nos portos e em grandes superfícies comerciais.

Igualmente aconselham o Executivo a continuar a apostar na melhoria das condições das vias de acesso aos campos de cultivo, para que os camponeses possam, com maior fluidez, escoar os produtos agrícolas para as grandes cidades. (Com agências)

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