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Fórum Nacional da Juventude religiosa realizou palestra

por Redação

O Fórum Nacional da Juventude de Luanda realizou uma palestra no passado sábado, 4 do corrente mês, na Igreja Nova Apostólica, em que foram dissertados vários temas relacionados com os jovens na sociedade. O certame teve lugar no distrito do Palanca em Luanda

Victor Kavinda

Laurinda António, uma das prelectoras que dissertou sobre o tema “a Religião e a Cidadania, Protagonista, Motivação e Dinâmica”, nas suas palavras procurou criar motivação transmitindo a experiência dos seres vivos na Palavra de Deus, “porque a nossa juventude perdeu a moralidade, o carácter, e só com ajuda da religião poderá recuperar estes valores”.
Por outro lado, a palestrante disse que a juventude, como cidadãos, têm direitos e deveres e os mesmos devem cumprir, usando-os para fins melhores como a educação, princípios, amor ao próximo, que a sociedade actual necessita muito. A juventude é a força motriz de uma Nação, mas actualmente ela está desviada e facilmente matam os outros por um telefone ou mesmo fome e precisam ser ajudados com a Palavra de Deus, para que haja mudança e no futuro tenhamos uma juventude capaz de servir o país.
Laurinda António acrescentou que seria tão bom se o Estado angolano implementasse os estudos bíblicos nas escolas acadêmicas. “Estes estudos não limitam-se apenas às igrejas, porque outrora já havia este princípio e os estudos bíblicos eram ministrados antes das aulas acadêmicas; estes ensinamentos também devem ser feitos em casa para que os filhos desde pequenos tenham conhecimento da Palavra Sagrada de Deus, porque o princípio de tudo é a base e nas famílias isso perdeu-se”, frisou.
Por sua vez, o reverendo Orlando dos Santos disse que a juventude tem um papel muito preponderante, cujo princípio, de acordo com a Bíblia Sagrada, demostra o seu modo de vida social, de amor e devem procurar fazer aquilo que Jesus Cristo pediu, que sejam o “Sal e a Luz do mundo”.
“O papel da juventude no mundo é o de ser cidadãos cumpridores inequívocos do seu papel como jovem a nível mundial, e que não fiquem apáticos, mas que possam participar em todos os programas do Executivo para que estejam mais presentes e procurem desafios no que tange à boa cultura”.
Segundo Orlando Santos, a igreja exercita a fé e a sua missão, tem a ver com três obrigações especificas: com Deus, consigo mesma e com o mundo. “Nós, na missão com a sociedade, a juventude tem um papel preponderante de seguir, de forma imperiosa, toda política gizada pelo Governo para que esteja presente e influenciar da melhor maneira aquilo que o Executivo quer”.
O reverendo acrescentou que é necessário que a juventude desperte e os temas que foram ministrados na palestra possam sair linhas mestras para guiarem todos os presentes, “para que mostrem mais serenidade nas actividades com os sobas, as comissões de moradores, das administrações distritais e comunais, para que saibam quais são as políticas que precisam ser gizadas, porque sabemos que as igrejas estão presentes em todo o território angolano e que primem sempre pelo amor ao próximo”.
Por seu turno, o presidente da ICCA, (Igreja de Comunhão Cristã de Angola) Antunes Huambo, disse que este encontro com a juventude monástica de que também fazem parte a matriz cristã, religiosa, animista, islâmica, dentre outras religiões, “para reflectirmos as questões da cidadania e que a juventude religiosa não deve ter vergonha de apresentar-se na sociedade que é clemente à Deus”.
“É necessário que toda a juventude religiosa participe em todas as classes sociais do nosso território, quer seja na classe política, cultural, desportiva, acadêmicas dentre outras. O jovem religioso deve estar presente e mostrar aquilo que é a sua identidade, participar no desenvolvimento do país”, salientou.
O presidente da ICCA disse que realizou-se este encontro para reforçar o carácter de participação cívica de cidadania da juventude religiosa, devido ao período da pré-campanha e campanha eleitoral que se avizinha no nosso país.
“Pretendemos que todos os jovens tenham cultura cívica, moral e de cidadania participativa, não esperem que os outros façam por ti; sou contra os jovens que não pertencem a nenhuma denominação religiosa e que não temem a Deus, estes são os que criam muita confusão na sociedade”, rematou.

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