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Direcção do hipermercado Jumbo obriga trabalhadores que contrairam Covid/19 a labutar

por Redação

Os trabalhadores do hipermercado Jumbo que contraíram Covid/19 no serviço estão a ser coagidos a trabalhar e a direcção da empresa não aceita fazer testes colectivos. A direcção escusa-se a falar para este Jornal, alegando apenas que devíamos marcar uma audiência; mas quando assim o pretendíamos fazer não nos permitiram

Domingos Kinguari

A informação foi prestada ao Jornal online 24 Horas por um grupo de trabalhadores que não aceitaram ser identificados por temerem represálias dizendo que um grande número dos funcionários do hipermercado Jumbo está infectado com Covid/19, contraída no local de serviço, e a empresa não aceita fazer o teste colectivo, dizendo «que cada um o deve fazer por si».

Apurou-se que um dos funcionários da loja que estava doente e que tinha testado positivo, depois de ficar internado numa dos centros da Covid de Luanda, recomeçou a trabalhar, mas com a presença da equipa de reportagem do Jornal 24 Horas foi escondido e aconselhado a ficar em casa.

A nossa presença criou preocupação por parte da chefia da loja, e no dia 1 de Outubro, quando nos deslocamos para ouvir a versão da empresa sobre este assunto, a senhora Ludmila da Gama, uma das gerentes do hipermercado Jumbo, disse-nos que não tinham autorização para falar à imprensa, pelo que devíamos contactar a direcção-geral que funciona na zona de Talatona.

A funcionária que nos encaminhou até a senhora Ludmila da Gama, dirigiu-se para um senhor idoso que foi orientado para não falar porque quem quiser esclarecimentos deve dirigir-se à direcção – geral.

Assistente de direcção trava encontro com o PCA do Jumbo

Este jornal contactou a direcção do Jumbo na passada terça-feira (05), mas uma senhora identificada apenas por Márcia, suposta assistente do presidente do Conselho de Administração das Lojas Francas, orientou aos segurança para impedirem a nossa entrada alegando que devíamos marcar primeiro uma audiência e só assim é que nos podiam receber.

Ante a nossa intenção de marcar a tal audiência, a senhora Márcia ao aperceber-se na recepção do nosso pedido de audiência, sem qualquer argumento refutou-se em marcar o encontro.

Pedimos para falarmos com ela, mas a assistente simplesmente alegou que não poderia nos receber porque estava a almoçar. O que sabemos é que quando estivemos na porta da direcção eram precisamente 14 horas e ela chegou proveniente do almoço.

A nossa reportagem ficou sem saber porque razão é a ‘’dona’’ Márcia nos evitava por todos meios. O que estava a esconder? Existe um ditado popular que diz “quem não deve não teme”, mas o que a assistente de direcção demonstrou é que estão a esconder alguma coisa.

A atitude da assistente de direcção do hipermercado Jumbo demonstrou que não tem ética e que desconhece os princípios administrativos. O mais lógico seria mandar-nos aguardar e depois ouvir ao que fomos, porém, nem aceitou ouvir-nos. Isto demonstra falta de carácter e de princípios éticos por parte da assistente Márcia. Com a sua “fuga” em esclarecer a situação, aquela instituição está a colocar a vida, não dos seus trabalhdores, mas também dos utentes, em perigo, porque os que frequentam a mesma loja correm o risco de contrair a Covid.  

Na sequência apuramos que a nossa presença na direcção daquela empresa, criou pânico porque, ao que se disse, o assunto “estava guardado a sete chaves” e agora estão preocupados em saber como vazou para a imrensa.

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