Início Sociedade De Víctor Silva a Drumond Jaime: Assalto aos cofres do Jornal de Angola

De Víctor Silva a Drumond Jaime: Assalto aos cofres do Jornal de Angola

por Redação

Trabalhadores da Área Técnica do Jornal de Angola, acusam o actual PCA, Drumond Jaime e o seu administrador financeiro de, em apenas quatro meses de trabalho, terem-se já apropriado de elevadas quantias monetárias da empresa, a pontos de comprarem carros de última geração avaliados em 90 milhões de Kwanzas

Os referidos trabalhadores afirmam que reuniram com o PCA e o administrador financeiro na passada quarta feira (09), para reivindicar a falta de transporte de recolha, tendo Drumond Jaime respondido que a empresa não tem dinheiro e nem obrigação para comprar carros para transportar trabalhadores.
«Sentimo-nos humilhados porque a um jovem , entre os mais de 10 que eles admitiram há cerca de dois meses , sem concurso público e nem a anuência do Conselho de Administração, foi-lhe atribuída uma viatura nova de marca Yundai I 20, quando técnicos e jornalistas com cargos de chefia e com mais de 20 anos de casa, não lhes é dado sequer uma motorizada», lamentam os queixosos.
Entretanto, a anterior administração liderada por Víctor Silva, também é acusada de uma roubalheira sem limites aos cofres das Edições Novembro. ~
De acordo com notícias postas a circular, os Serviços de Inteligência penetraram há dois anos no interior do Jornal de Angola, encriptando os telefones dos anteriores responsáveis, a citar: Víctor Silva, Caetano Júnior, Jady, Rui e a administradora para Publicidade. O caso já está na alçada da Procuradoria-Geral da República e da IGAE.
Uma nota a que o Factos Diários teve acesso, dá conta que no dia 12 de Março de 2018, Victor Silva arquitectou a reabilitação do seu gabinete no valor de 27 milhões de kwanzas, um incrível custo para uma sala de 4 por 4 metros. Uma conta rápida ajuda-nos a compreender que esse valor supera a aquisição de uma casa T2 num condómino de luxo.
Em Abril de 2018, a fonte avança que Víctor Silva viajou para Portugal, a sua «segunda casa». Durante quatro anos ficou mais em Portugal do que em Angola. Cada viagem custava à empresa 10 mil euros em bilhetes e despesas de estadia. Durante os anos que dirigiu o Jornal de Angola, a fonte avança que Víctor permaneceu 395 dias em Lisboa, fez 35 viagens, porém foi nesse período que a empresa pagou 17 milhões de Kwanzas a uma prestadora de serviços que nada fez, assinada pelo administrador de Conteúdos.
No total, perto de 6 contratos foram assinados por ele sem que os serviços das empresas pagas fossem feitos na totalidade. No dia 25 de Junho, o administrador financeiro (exonerado em Fevereiro) Jady, o administrador Técnico, Palavela, e de Conteúdos, Caetano, formaram um trio que os funcionários consideram como sendo «um grupo de assaltantes», porque viam que o PCA Víctor estava a comer sozinho.
Os três reuniram-se no restaurante do edifício da Fundação Sagrada Esperança no dia 20 de Agosto de 2018. A nota avança que baixaram a produção diária de jornais de 14 mil para 3 mil exemplares e, durante aquele período, o papel era revendido como produto reciclado para uma fábrica de cartões de ovos. Essa quantidade de papel rendia um milhão de Kz por dia e o trio era o principal beneficiário.
No dia 7 de Novembro de 2018, o administrador Rui ligou para o amigo Caetano Júnior, do seu número particular, que era secreto e nem a sua esposa conhecia, o que já gerou muita maka no casal. Palavela e Caetano cruzaram-se no restaurante na rua principal que dá ao Patriota e arquitectaram um novo “assalto” com a compra de 500 tambores de tinta deteriorada a preço alto, mas no país só chegaram perto de 200 tambores ao valor de 800 milhões de Kwanzas.
A aquisição foi assinada pelo administrador de Conteúdos, porém os rótulos dos tambores foram retirados. Segundo a fonte citada pelo Factos Diários, a tinta que custou milhões de Kwanzas, deixava o jornal sem qualidade e, para forçar um novo financiamento, Jady, Caetano e Palavela reforçaram os corredores junto do Presidente da República e foi disponibilizado 640 mil Euros para a reparação da gráfica.
Palavela foi à África do Sul para contacto com a intermediação de uma outra empresa. O dinheiro não foi pago na totalidade e os técnicos sul-africanos rejeitaram concluir o trabalho por falta de 200 mil dólares.
Em 2019, 7 de Fevereiro, anexaram a administradora de Publicidade, que era mais da ‘ala’ de Víctor Silva, porque o jornal fazia 80 milhões de Kwanzas por mês e nos cofres da empresa só ficavam 10 milhões de Kwanzas. Num encontro feito, em Março de 2020, o administrador Jady pagou carros para administradores, tudo com dinheiro do Jornal de Angola.
Víctor Silva é apontado de ter levado para casa seis carros, todos do tipo ‘Jeep’; Caetano levou 5 carros, incluindo uma carrinha; Palavela 4. Por mês, cada um levava «de bônus» 6 milhões de Kwanzas no bolso, sem contar o salário e os desvios. Jady comprou inclusive um autocarro que faz táxi. Palavela reforçou a construção da sua luxuosa residência no Benfica, paralisada agora por causa do aperto da nova administração.
Por ano, a nota avança que cada um ficava com muitos milhões de Kwanzas. As Edições Novembro comprava 30 mil litros de combustível, com ou sem falta de energia, por mês, mas o dinheiro era desviado.
A reabilitação do refeitório foi feita entre o antigo financeiro e um amigo de longa data, que levaram 40 milhões de Kwanzas e a empresa sumiu do mapa. Jady ligou para o amigo e o primeiro encontro foi feito no restaurante do hotel Alvalade, às 12 horas de 23 de julho de 2020.
Ninguém ficava para trás, Caetano e Víctor, só de ajudas de custos, durante o período da Covid-19, em que ninguém viajou, inventaram viagens no valor de 150 milhões de Kwanzas. Cada administrador arquitetava na sua área. Por exemplo: em 2019, Caetano deslocou-se a Portugal e reforçou as suas transferências na sua conta no banco Millennium Portugal. A revisão de uma viatura, só para troca de óleo custava 600 mil kwanzas, mas com a chegada do novo PCA, as torneiras deixaram de ‘jorrar’ dinheiro e encerraram- se as ‘bolsas’ do roubo que fez com que Palavela pudesse agitar os operários da gráfica para paralisarem os trabalhos, porque Caetano não tem apoio dos jornalistas por mau relacionamento.
No dia 19 de Abril deste ano (2021), Caetano e Palavela voltaram a sentar-se na casa deste último, acertaram tudo fazer para que o novo PCA seja exonerado. De lá para cá, os caminhos são nesse sentido e agitaram a Damer para não imprimir o Jornal de Angola sem dinheiro na mão. O secretário geral do Sindicato de jornalistas, Teixeira Cândido, foi visto há dias com o PCA do jornal de Angola e já teve acesso aos documentos de desvios de dinheiro na empresa.
Enquanto isso, surgem novas revelações apontando que o actual PCA é mais do mesmo, ou seja, é ‘farinha do mesmo saco’. Uma novela que promete episódios aliciantes!
*(Com Factos Diários)

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