Início Sociedade Criação do conselho islâmico para unificar os muçulmanos 

Criação do conselho islâmico para unificar os muçulmanos 

por Redação

O antigo coordenador da Comunidade Islâmica de Angola, Sheikh Altino da Conceição Miguel Umar, foi eleito recentemente em Luanda, com cento e quarenta e oito votos, como presidente do Conselho Islâmico de Angola (Consia). O novo líder dos muçulmanos em Angola considera que o primeiro congresso deve ser compreendido como um manual de mudança na forma de actuar dos órgãos daquela organização

Domingos Kinguari

Durante o acto de eleição que contou com os delegados provenientes das dezoito províncias, os órgãos sociais da Consia são dirigidos por um presidente e que será coadjuvado pelo Sheikh Ibrahim Soumaré que vai responder pelas actividades de culto. O Sheikh Sanda Martins foi eleito como vice-presidente para administração, David Alberto Ja é o secretário-geral, Buna Dramé é o secretário-geral adjunto para administração, Mamadou Misbao é o secretário para os cultos e Yacub Diassonama é o presidente do conselho fiscal e auditoria.

De acordo com os estatutos da Consia, o presidente do conselho nacional do culto, será eleito internamente pelos membros constituintes através de um regulamento.

O presidente eleito da Consia, Altino da Conceição Miguel, disse que, “o primeiro congresso islâmico de Angola tem como desiderato, congregar todos os muçulmanos para criar bases fortes de união no âmbito da estratégia aprovada pela Coia, realizada a três anos”, revelou.

“O congresso deve ser compreendido como um manual de mudança na forma de actuar dos órgãos que nele foram eleitos. De modo que esse possa conquistar da sociedade bons frutos, como a interação, a cooperação, a firmeza, a justiça, a reconciliação e a credibilidade dos nossos feitos”, disse.

Altino considera que “é importante olharmos para o acto em si, como uma estratégia unificadora dos muçulmanos como base, num ideal comum de manter correctamente o público alvo informado e permitir que a novidade saída do congresso seja uma ferramenta de harmonização religiosa, social, cidadania e cultura. Há erros que não devemos repetir, sob pena de perdemos mais uma vez a oportunidade do reconhecimento formal do Islão em Angola”, enfatiza.

Saliente-se que, apesar de todas as acções realizadas pelos muçulmanos em Angola, o Islão é ilegal e não é reconhecido pelas autoridades angolanas.        

Poderá também achar interessante