Início Sociedade ATIS NEBEST: O ‘salvador’ que milhares de cidadãos esperavam para tirá-los do desemprego

ATIS NEBEST: O ‘salvador’ que milhares de cidadãos esperavam para tirá-los do desemprego

por Redação

A notícia referindo que a Atis Nebest, empresa privada angolana de prestação de serviço no sector petrolifero, sediada em Luanda, integra, com três empresas norte-americanas, designadamente a Quarten LLC, TGT INC, Aurum & Sharp LLC, o Consórcio Quantem, vencedor do concurso público internacional de investimento privado, para construir, ser proprietário e operar a futura refinaria do Soyo, na província do Zaire, está a criar a maior agitação no seio da sociedade em geral.

Santos Pereira

A actual situação do elevado nível de desemprego que penaliza fortemente as famílias angolanas está na base de tanta agitação. São aos milhares os cidadãos que todosdias saiem à rua na esperança de encontrar ao menos um ‘biscate’ para que possam auferir alguma coisa e valer os seus ente-queridos.

Milhares de jovens, muitos com formação superior, outros tantos pais de família, desempregados, encontram-se no auge do desespero por não terem um emprego. Os jovens lamentam e questionam porque perderam tanto tempo, esforço e recursos para obter uma formação para depois nada lhes valer.  Centenas de cidadãos com larga experiência profissional em diversos sectores, hoje estão em casa a ‘abanar moscas’.

Assim, quando se tomou conhecimento de que a Atis Nebest, empresa angolana, de angolanos, integra o Consórcio vencedor, renasceu a esperança em muitos cidadãos que começam a ver uma luz no fundo túnel para a resolução do seu problema de emprego.

A ânsia aumentou sobremaneira ao tomarem contacto com anúncios postos a circular referindo que a Atis Nebest – Angola «procura pessoal para integrar nos seus quadros»como, por exemplo, engenheiros séniores, supervisor de Segurança e Serviço de Gestão, supervisor de Segurança no Site, supervisor de Segurança internacional de Portos e Navios, entre outros operários.

Nos bairros, em meios familiares e de amigos, nos transportes públicos, entre outros, só se fala da Atis Nebest e da possibilidade de conseguir um emprego nos seus quadros ou nas obras de construção da refinaria do Soyo. Hoje por hoje, mesmo com formação, as pessoas só querem trabalhar seja no que for, porque necessitam.

O jovem Reginaldo Pereira, explicou à nossa reportagem o drama em que vive: «tenho 22 anos, conclui o ensino médio há três anos e não consegui entrar para a faculdade por falta de recursos. Tenho lutado tanto para arranjar um emprego, participei em concursos públicos, já distribui dezenas de processos curriculares, às vezes deixo de comer para tratar os documentos, mas não aparece nada», lamenta o jovem.

Reginaldo disse que já é pai de uma menina de um ano de idade e vive com a mulher em casa dos pais que também estão desempregados. «Às vezes ia fazendo uns biscates em obras de construção de residências, como ajudante de pedreiro, cavar buracos para as fossas e tanques de água, fazer caboucos, etc. Era um trabalho duro mas dava para levar qualquer coisa para comprar fraldas para a minha filha e um bocado de arroz para comer, mas desde o ano passado, com a Covid-19, nem isso aparece mais», disse com lágrimas nos olhos.

Ouviu falar da Atis Nebest através de um amigo e tem esperança que a empresa recrute pessoal. «Essa empresa é um orgulho para os angolanos, veio para nos tirar avergonha, estou pronto para trabalhar nela, mesmo que seja na limpeza, na cozinha ou qualquer coisa», concluiu o jovem.

Como ele, são aos milhares os cidadãos e cidadãs que veem a Atis Nebest com um salvador para a sua situação de falta de emprego e da miséria a que estão votados. A sociedade felicta a empresa pela sua resiliência e pela aposta certa. «A mão de Deus esá com eles, por isso integraram o consórcio certo para ganhar; é uma bênção e é um orgulho para nós angolanos e agradecemos porque temos a certeza que vão ajudar muitos de nós a sair desta humilhante situação que estamos a viver», enalteceu a Sra Cristina, viúva, mãe de cinco filhos e desempregada.

Recorde-se que o Consórcio Quantem ganhou o concurso público internacional de investimento privado para construir, ser proprietário e operar a a futura refinaria do Soyo, na província do Zaire.

O consórcio vencedor é integrado por três empresas norte-americanas, designadamente Quarten LLC, TGT INC, Aurum & Sharp LLC, e a angolana  ATIS-Nebest-Angola.

O concurso, lançado a 24 de Outubro de 2020, prevê a construção de uma refinaria com capacidade de produção de 100 mil barris de petróleo bruto por dia, numa área de 700 hectares.

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