Início Sociedade Angola adquire biolarvicida para combater malária que já vitimou 9 mil pessoas este ano

Angola adquire biolarvicida para combater malária que já vitimou 9 mil pessoas este ano

por Redação

Angola adquiriu 21 mil litros de biolarvicida, produto que elimina larvas de mosquitos, para combate à malária, doença que provocou este ano mais de 9.000 mortos, entre seis milhões de casos, informou o governo angolano

Angola recebeu 21 mil litros de biolarvicida, produto para eliminar larvas de mosquitos, no âmbito da sua estratégia de combate à malária, que este ano provocou mais de 9.000 mortos em 6.000.000 de casos, anunciou segunda-feira (20) o governo.

Uma nota de imprensa do Ministério da Saúde divulgada a 20 de Setembro, segunda-feira, refere que o produto foi adquirido na Tanzânia e será distribuído em todos os municípios do país para tratar 21 mil hectares.

Franco Mufinda, o secretário de Estado para a Saúde Pública, em declarações à imprensa disse que uma das estratégias do Ministério da Saúde é o controlo do mosquito nesta fase, demonstrando “a preocupação do executivo para a redução do impacto da malária sobre a sociedade”.

Franco Mufinda referiu que de Janeiro a Agosto deste ano, o país teve um registo de cerca de seis milhões de casos de malária e pouco mais de nove mil óbitos.

“Comparando com o mesmo período do ano passado, os casos foram de cerca de 5.000.000 e cerca de 8.100 óbitos, sendo que este ano, tivemos alguns surtos nas províncias de Benguela e Huambo, mas também a preocupação premente em Malanje e Cuanza Sul”, referiu.

O governante angolano frisou que além dessa estratégia, “que é primordial”, de atacar o mosquito na sua fase larval, é preciso também combater o mosquito na sua fase adulta, através da fumigação, uma actividade que tem sido levada a cabo pelas administrações municipais.

“Há todo um plano estabelecido para se poder distribuir esse produto. A abordagem da malária é uma abordagem multissectorial, sendo que a responsabilidade é individual e deve iniciar-se nas famílias”, frisou.

De acordo com Franco Mufinda, as comissões de moradores devem ajudar na melhor gestão do lixo, dos charcos, onde está o cerne do problema, não esperando pelas autoridades sanitárias, “que estão em último lugar nesta cadeia de responsabilidades, gerindo o doente”.

“Nós não devemos esperar que haja doentes de malária, mas sim prevenir que tenhamos mosquitos, esse papel é de todos nós”, sublinhou.

Sublinhe-se que a malária é a principal causa de mortes em Angola. (Com Observador)

Poderá também achar interessante