Início Sociedade Afastamento de operários leva ao aumento de lixo no mercado do Kicolo

Afastamento de operários leva ao aumento de lixo no mercado do Kicolo

por Redação

Desde que a empresa Manico Henda e Filhos foi suspensa pela adminstração municipal de Cacuaco, a comissão de gestão do mercado do Kicolo não consegue estancar os amontoados de lixo que crescem todos os dias e tantos os vendedores, usuários, como os moradores das cercanias, solicitam a recuperação da imagem anterior

Domingos Kinguari

A realidade no terreno tem a ver com o aglomerado de lixo no interior do mercado, por falta de meios de recolha dos resíduos sólidos como está a ocorrer com a comissão que está a gerir o mercado, que não tem capacidade para tal. Depois de tanta pressão por parte dos vendedores, só agora é que se está a tirar pequenas quantidades.
Os comerciantes consideram “injusto” pagar uma ficha de Kz 250,00 incluindo a taxa do lixo, mas que, no final, não se justifica, devido à incapacidade da comissão de gestão que está a causar muita mosca, mau cheiro e um ambiente desagradável, colocando em perigo a saúde dos consumidores e dos moradores próximos.
“Nós aqui dos frescos sofremos com as moscas que não param de pousar no peixe e nas carnes abatidas e isso está a afugentar os clientes, porque sabem que as moscas causam muitas doenças; mas se a administração do mercado recolhesse o lixo, tenho a certeza que teremos poucas moscas. E não é só recolher, mas também fazer a desinfestação do mercado”, disse a senhora Antónia.
Os comerciantes afirmaram diante da nossa reportagem que, desde a saída do Grupo Manico Henda, o mercado do Kicolo já não é o mesmo. Por exemplo, o lixo que era recolhido todas as tardes, agora é colocado nos arredores do mercado.
Ouvidos pela nossa reportagem, os funcionários do mercado alegam que uma parte dos funcionários não receberam o salário do mês passado por serem conotados como pessoas próximas à gestora suspensa.
Referira-se que, no dia 07 do mês passado, o Grupo Manico Henda e Filhos Limitada, enviou um documento ao GPL solicitando o levantamento da suspensão de actividade no mercado do Kicolo, ocorrido há um mês e quatro dias, mas a empresa não recebeu nenhum esclarecimento do Governo Provincial de Luanda.
Segundo o Gabinete Jurídico da empresa que ganhou o Concurso Público em 2017, para gerir o mercado, no dia 14 do mês passado enviaram um documento onde solicitam uma audiência com a Governadora Provincial de Luanda para tratar assuntos em torno da suspensão, porém não foram respondidos.
Os comerciantes entendem que a comissão de gestão está a mostrar aos poucos que perdeu o controlo do mercado e muitos problemas vão aumentando por falta de capacidade, por isso, sugerem o regresso do senhor Manico.

Direcção do mercado fecha-se em “copas”

Contactamos a comissão de gestão do mercado do Kikolo na última segunda-feira, 14, e disseram-nos que não estão autorizados a prestar qualquer informação à imprensa.
Mas esclarecem, na condição do anonimato, que os amontoados de lixo, para além do afastamento de alguns trabalhadores que eles consideram estarem a favor da antiga gestão, ‘’tem também a ver com a falta de meios, assim como não existem botas, luvas, máscaras e roupas apropriadas para a recoilha de residuos sólidos. A nossa saúde está desprotegida e as entidades afins não olham pela situação humana’’, lamentam.

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