Início Política Toninho Van-Dúnem envolvido no esquema para a construção do metrô de superfície em Luanda anunciada por Ricardo de Abreu

Toninho Van-Dúnem envolvido no esquema para a construção do metrô de superfície em Luanda anunciada por Ricardo de Abreu

por Redação

A saga da alta corrupção no país prossegue com o peculato, o nepotismo e o mau hábito de aproveitamento dos cargos governamentais e/ou político – administrativos para enganar e roubar o Estado. Os angolanos acreditaram que, com a mudança de “timoneiro” no leme da governação do país a situação seria diferente, porém, depois de alguns “afagos”, para “adormecer” os angolanos, constata-se que, afinal, apesar do novo “figurino”, o sistema continua na mesma e, talvez, mais “feroz”

Japer Kanambwa

O “abate” do erário público continua nas principais agendas de muitos governantes, sejam eles resquícios do antigo regime, portanto useiros e vezeiros nessas práticas, ou mesmo os do novo ciclo, promovidos pelo Presidente João Lourenço.

Todos estão imbuídos do espírito de aproveitamento dos cargos que exercem para enriquecerem ilicitamente. Para tal, chegam ao ponto de enganar o próprio Chefe de Estado,  “passando-lhe a perna”, ao “enfeitarem” os projectos e/ou as propostas para que não se aperceba do real fim dos mesmos.

O ministro dos Transportes Ricardo de Abreu, é um dos que têm sido apontados como usando de estratagemas subtis para aliciar o seu chefe no Executivo, João Lourenço, bem como tirar proveitos em seu benefício dos projectos que possam ser aprovados, ao mesmo tempo que imiscui pessoas a si ligadas e/ou a outros membros das elites no poder, para que possam usurpar melhor os proventos que possam gerar a materialização dos mesmos.

Depois do muito badalado caso das “cartas e escolas de condução”, em que Ricardo de Abreu tentou ficar com as competências de controlar a regulamentação do trânsito, bem como a emissão das cartas de condução, que sempre esteve na alçada das autoridades policiais, ou seja, do Ministério do Interior, através da sua Direcção Nacional de Viação e Trânsito, nos últimos dias, outras situações estão a gerar suspeições de suposta materialização de esquemas de enriquecimento ilícito no sector dos Transportes.

É por demais sabido que os problemas dos Transportes Públicos continuam muito mal e as populações sofrem com a desorganização, desleixo e carências nessa área, o que tem acarretado enormes prejuízos aos cofres do Estado.

Neste sentido, foi recentemente anunciada, pelo ministro Ricardo de Abreu, a construção do metrô de superfície em Luanda, cujas obras dos primeiros 30 quilómetros, poderão começar em meados do próximo ano. Recorde-se que o referido projecto tem sido consecutivamente adiado há anos.

Entretanto, o que está a provocar as referidas suspeições é o facto de ser a ala angolana da    empresa internacional “Siemens Mobility”, a quem as autoridades angolanas confiaram a construção do futuro metrô de superfície de Luanda, detida pela centenária multinacional alemã Siemens AG, cuja sucursal “Siemens Healthineers” é representada em Angola por uma empresa local TECNIMED ligada a empresários próximos ao regime. A sucursal “Siemens Healthineers” em Angola é representada pela TECNIMED, com as suas actividades centradas no fornecimento de maquinárias para a indústria hospitalar.

ATECNIMED é descrita como tendo ligações a Antônio “Toninho” Van-Duúnem , que no regime já desempenhou funções de Secretário do Conselho de Ministros e é próximo ao casal presidencial e teve como director-geral, Rui Alberto Rodrigues Coelho, um empresário cuja irmã é esposa do general Mário António Sequeira de Carvalho, PCA da GEFI, a holding que controla os activos empresariais do MPLA.

Toninho Van-Dúnem tem sido referenciado como estando a cooperar na sombra em missões de captação de investimentos para o governo de João Lourenço.

Assim sendo, a opinião pública considera que, como tem sido “mister” no país, a construção do metrô de Luanda, ao envolver figuras duvidosas e apontadas como envolvidas na delapidação do país, poderá ser mais uma “obra de esferovite” que servira sobretudo para cobrir roubos de dinheiros do Estado, como aconteceu com a construção de estradas, construção e recuperação de pontes, entre muitas outras infrastruturas  públicas, que apesar dos milhões e milhões de dólares que custaram duraram apenas alguns meses, porque foram executadas ao “Deus dará”, sem um mínimo de exigências e fiscalização.

O assunto não se esgota por aqui, voltaremos!

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