Início Política Sonangol um antro de mafiosos que continua a lesar o país e o empresariado nacional

Sonangol um antro de mafiosos que continua a lesar o país e o empresariado nacional

por Redação

A Sonangol, apesar de todos esforços empreendidos para se acabar com os grupos mafiosos que sempre estiveram dentro da petrolífera, continua a ser a esfera central do roubo do erário público no país à mais alta escala. Mudam-se os personagens, mas a “novela” mantem-se; a máfia continua a operar com maior acutilância, com nova roupagem, em prejuízo do Estado angolano e de todo um povo.

Francisco Manuel

As diferentes mexidas efectuadas pelo Presidente da República no Conselho de Administração da Sonangol, a última aconteceu quinta-feira, 18 de Fevereiro, não têm servido para exterminar as “redes mafiosas” instaladas em todos sectores vitais da empresa. Pode até ser que algumas “batatas podres” tenham sido atiradas ao lixo, mas as piores, infelizmente, directa e/ou indirectamente, continuam a enfermar o sistema e o desfalque soma e segue.

Enquanto se combate a corrupção em Angola em diversas frentes, os “abutres” ligados às elites do poder continuam a inventar estrátegias  para desfeitear todos esforços das autoridades judiciais e criminais e, principalmente, do Presidente João Lourenço.

Na Sonangol, vários são os dirigentes que estão a tornar-se milionários através de “esquemas” que, além de lesar seriamente o Estado, prejudicam sobremaneira empresários nacionais, cidadãos honestos e trabalhadores, que desde sempre têm apostado tudo para o engrandecimento do país e bem-estar do povo angolano.

Tal é o caso do empresário António Mosquito que, depois de ter investido mais de 300 milhões de dólares no sector dos petróleos, através da sua empresa FALCON, interessado em participar na exploração do Bloco 15/06, foi pura e simplesmente excluido, no tempo em era presidente do Conselho de Administração (PCA) Francisco de Lemos José Maria.

Hoje por hoje, o Bloco em questão, o 15/06, é considerado como a jóia da coroa da ENI pelo alto nível da sua produção. Enquanto isso, António Mosquito continua a ser preterido, ao passo que, indivíduos que nunca investiram nada, casos de membros da direcção da Sonangol entre outros, são donos de acções nos blocos em actividade.

Os “abutres” que imperam na direcção da Sonangol, ainda nos dias actuais, preterem os investidores nacionais e dão preferência aos estrangeiros, tudo para continuarem a usufruir a chamada “micha”.

Nesse sentido, indivíduos como o PCA da SONANGOL, o PCA  da Agência Nacional de Petróleo e Gás, entre outros do mesmo círculo, estão milionários, mas não conseguem justificar a riqueza que ostentam, que não é derivada dos seus salários e bónus auferidos na petrolífera.

É sabido que a mão de Manuel Vicente ainda está metida no ‘modus operandis’ da Sonangol, e enquanto a Procuradoria Geral da República (PGR) não investiga a fundo, para exterminar o núcleo pernicioso da máfia dentro da petrolífera, cujos tentáculos ultrapassam as nossas fronteiras, empresários abenegados e patriotas como António Mosquito vão continuar a ser prejudicados e o país sempre a perder.

O fenómeno não acontece só na Sonangol, estende-se aos mais diversos sectores da economia nacional. Desta forma, como pode o país ter empresários nacionais de facto, que apostem e invistam no país a favor do seu desenvolvimento e da sua estabilidade económico-financeira?

Voltaremos a seguir com novos desenvolvimentos àcerca deste assunto, envolvendo António Mosquito. Nos próximos dias começaram a vir à público uma série de denúncias que vão fazer correr muita água debaixo da ponte!

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