Início Política Segundo militantes, Lucas Ngonda quer mais um mandato para acabar de vez com a FNLA

Segundo militantes, Lucas Ngonda quer mais um mandato para acabar de vez com a FNLA

por Redação

Depois de ter criado algum suspense, como tem sido seu hábito, ao deixar entender que não concorreria à sua própria sucessão no V congresso da FNLA previsto para Junho do corrente ano, Lucas Ngonda vem agora a público afirmar que vai concorrer sim senhor.

O contestadíssimo presidente da FNLA tem sido acusado ao longo de cerca de duas décadas de ser um traidor dos ideiais do partido, sendo um “infiltrado” ao serviço de forças que sempre ansiaram pela destruição daquela agremiação histórica. 

Lucas Mbenghy Ngonda, de 81 anos de idade, tem sido insistentemente acusado de ter sido “comprado” pelo partido no poder, MPLA, para criar divisões e causar a destruição e o consequente desaparecimento daquela força política.

Desta feita, segundo o site de notícias “Factos Diários”, surgiram novas revelações da aliança de Ngonda com o MPLA para “enterrar” definitivamente a FNLA. As acusações são apoiadas por documentos que foram tornados públicos e mostram que o político tem cumprido orientações, supostamente desde 1999 e activadas em 2003, para dar fim ao partido fundado por Holden Roberto.

De acordo com os militantes, apoiados pelos referidos documentos, o também deputado e actual presidente da FNLA, «está ao serviço do MPLA para destruir o partido, uma estratégia que existe muito antes da morte do presidente fundador Holden Roberto, em cooperação forte com os membros do MPLA e figuras do Estado, entre eles o general Kopelipa, antigo responsável da Casa Civil, Roberto de Almeida, antigo presidente da Assembleia Nacional, Julião Dino Matross, antigo secretário-geral do MPLA em 2011, Miguel Gaspar Neto, director do Gabinete e vários outros que ainda não estão identificados».

Os documentos a que o “Factos Diários” teve acesso e estampou, revelam que a carta foi assinada pelo presidente da FNLA no dia 26 de Novembro de 2011,  tendo sidoescrita de forma um tanto abstrata, sem revelar os valores em jogo na “negociata” e mencionando apenas“secretário-geral do MPLA”. 

A carta começa por agradecer o “secretário-geral” (JuliãoPaulo ‘Dino Matross’) na altura, pela liberalidade e abertura ao diálogo que apresentou geralmente sempre que solicitado no sentido de manter as “sólidas relações” que norteiam as duas organizações “FNLA e MPLA”.

Neste sentido, os militantes que falaram ao “Factos Diários”, consideram a recandidatura de Ngonda, em caso de vitória, como sendo a última tentativa para dar fim àFNLA e cumprir as orientações recebidas em função do “acordo secreto” que firmou com o MPLA.

No seu jeito “malabarista”, Ngonda afirma que quer voltar a concorrer para fazer da FNLA a segunda força política do país até 2027.

Porém, os militantes dizem que os seus “truques” já não enganam e a probabilidade de ser reeleito no V congresso é ínfima. Diversos jovens do partido estão interessados em concorrer, com maior realce para Joveth Sousa, que exerceu várias funções na FNLA. «Ele vai receber uma resposta merecida, vamos mobilizar os delegados para quebrar esse mal que se chama Lucas Ngonda», disse o antigo secretário-geral Pedro Dala.

Os militantes também acusam Lucas Ngonda de, desde que assumiu a liderança da FNLA, nunca ter visitadonenhum município do país para saber a quantas anda o partido em outras localidades do país e saber da situação dos militantes, nem interage com os mesmos. A única viagem que fez, realçaram, aconteceu em 2018 por motivos do congresso realizado na província do Huambo e que foi uma autêntica farsa. *(Com Factos Diários)

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