Início Política Segundo Alexandra Simeão “Dirigentes angolanos são anti-patriotas, inimigos do povo e deviam estar na cadeia”

Segundo Alexandra Simeão “Dirigentes angolanos são anti-patriotas, inimigos do povo e deviam estar na cadeia”

por Redação

Instalou-se no seio do MPLA um verdadeiro ambiente de tensões por causa, sobretudo, das políticas de João Lourenço, que estarão a dividir o partido em alas, segundo fontes bem informadas, a favor ou contra o atual Presidente. A situação é deveras preocupante para os camaradas considerando que têm a noção que estão a perder popularidade em todo o país.

Márcia Elizabeth

A este propósito, recorda-se que, no ano passado, a activista e comentadora sócio-política, Alexandra Simeão, emitiu uma opinião dizendo que “o MPLA tem uma dificuldade manifesta em chamar os bois pelos nomes. A maioria dos nossos novos ricos são anti-patriotas, inimigos do povo e estão-se nas tintas para o desenvolvimento do país”.

Na sua análise afirmava que, tais dirigentes, “mereciam estar na cadeia, porque quando a corrupção afunda um país como aconteceu em Angola é um crime contra a Humanidade. Por causa desta corrupção morrem todos os anos milhares de pessoas de fome, malária, tuberculose, cólera”.

Continuando, dá conta de que “estão 2 milhões de crianças sem escola e as que têm escola estão deformadas pela baixa qualidade e abandono do sistema. O país não tem esgotos, nem água canalizada própria para consumo, apesar de estarmos inundados de rios e de não estarmos a inventar a roda, pois que os romanos conseguiram fazer isto há 2 mil anos”.

“A electricidade não é capaz de gerar desenvolvimento e a agricultura foi abandonada porque é mais rentável importar fuba do Brasil e da Argentina e engordar os bolsos da mesmice. O dinheiro que saiu ilegalmente de Angola é na sua maioria dinheiro roubado e por mais que queiram dar outro nome não será possível porque o cheiro do esterco em que chafurdam estes políticos e empresários mafiosos é tão nauseabundo que nem a tentativa desconseguida de “disfarçar o que está mal” será capaz de lhes devolver credibilidade ou a aceitação do povo que paga impostos, se levanta todos os dias para trabalhar e que perdeu a paciência e o medo”, refere a analista.

“Dizer que o dinheiro é roubado não é grosseiro é a realidade. Grosseira é a lata destes atrevidos que acham que estão acima da lei e esfregam a sua fortuna na nossa cara pelo mundo fora sem qualquer sentimento de remorso por serem responsáveis pela miséria em

que vive a maioria do povo em Angola. Nunca mais será possível pretender tapar o Sol com a peneira. Ou se tornam sérios no combate à corrupção ou o MPLA vai desaparecer por cansaço”, conclui Alexandra Simeão.

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