Início Política O pior governante de 2020 Ricardo de Abreu

O pior governante de 2020 Ricardo de Abreu

por Redação

Como já foi dito, o mau hábito de aproveitamento dos cargos governamentais e/ou político – administrativos para enganar e roubar o Estado, mesmo com os novos ares que sopram em Angola, continua a ser um objectivo de muitos governantes, sejam eles resquícios do antigo regime, portanto useiros e vezeiros nessas práticas, ou mesmo os do novo ciclo, promovidos pelo Presidente João Lourenço.
Todos estão imbuídos do espírito de aproveitarem-se dos cargos para enriquecerem ilicitamente. Para tal, inovam nas “técnicas” para enganar o Chefe, fazendo-o de parvo para lhe “passarem a perna”, adornando os projectos e/ou as propostas para que não se aperc eba do real fim dos mesmos.
De acordo com a fonte, alertado a tempo, o Presidente da República, recuoudo na decisão da mudança proposta pelo ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, para passar as competências da emissão da Carta de Condução de um departamento ministerial para outro.
Assim, o Decreto Presidencial, publicado em Diário da República de 14 de Setembro, entre outras competências, autorizava o Ministério dos Transportes a regularizar, licenciar, fiscalizar e inspeccionar a actividade das escolas de condução automóvel do país.
Contudo o assunto alarmou a sociedade, porquanto, em qualquer parte do mundo, a regulamentação do trânsito, a emissão e controlo das cartas de condução é da competência das autoridades policiais, ou seja, do Ministério do Interior.
Em Angola, por várias decadas, todas estas tarefas foram da competência do Ministério do Interior, através da sua Direcção Nacional de Viação e Trânsito.
«Ora a mudança proposta ao Chefe de Estado, visava, entre outros, a materialização de um esquema de enriquecimento ilícito que já foi delineado há muito tempo, ainda na vigência de Augusto Tomás», referiu-se.
A este propósito, o Presidente da República, João Lourenço, exonerou, o Secretário de Estado para os Transportes Terrestres, Guido Waldemar da Silva Crisóvão e, em sua substituição, nomeou Jorge Bengue Calumbo.
Contudo, para a fonte, também o ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, deveria ter sido exonerado. É ponto assente, para especialistas do sector, que Ricardo de Abreu não introduziu nada de novo no Mintrans e, praticamente, tornou-se como que um departamento letárgico e sem acção.
Os problemas dos Transportes Públicos continuam muito mal e as populações sofrem com a desorganização, desleixo e carências nessa área, o que tem acarretado enormes prejuízos aos cofres do Estado.
Foi prometido publicamente e muito se falou numa melhoria paulatina com a introdução de duzentos novos autocarros em todo país, com Luanda a beneficiar da maior percentagem, porém a situação só tem piorado e os novos meios mal são vistos.
Na opinião da fonte, há muita “erva daninha” no seio do Mintrans que se assenhoraram de tudo e são donos dos mais tenebrosos esquemas que sempre foram permitidos por Augusto Tomás e que agora continuam ante a indiferença do actual ministro, para não chocar com os seus próprios interesses. JK

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