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Rabelais de gatuno a “solidário”

por Redação

Indivíduos como Manuel Rabelais, entre outros delapidadores do erário público, gatunos que se aproveitaram dos cargos que exerciam para desgraçar o país, pela gravidade dos seus crimes de lesa-pátria e que se consubstanciam como crimes de alta traição contra o país, já deviam ter sido julgados e condenados. Porém, nos últimos dias, a voz de Rabelais tem sido ouvida num spot divulgado pela emissão experimental da “Rádio Solidária”, apelando justmente à “solidariedade” dos angolanos!

Japer Kanambwa

Um paradoxo que deixa indignada a sociedade, porquanto, Manuel Rabelais, enquanto membro do Governo, foi um indivíduo arrogante quanto baste e de solidário, talvez só mesmo com a sua desmedida ambição.

 O antigo ministro da Comunicação Social e, posteriormente, director do extinto Gabinete de Revitalização e Execução da Comunicação Institucional e Marketing de Administração (GRECIMA), Manuel Rabelais, foi um dos governantes que mais enganou a opinião pública e o ex-Presidente da Republica José Eduardo dos Santos, passando imagens que nunca foram reais em relação a situação que o país vivia.

Um dos maiores bajuladores e trapaceiros que o governo de Angola teve desde que o país se tornou independente, é sem dúvidas Manuel Rabelais. Diante de tudo e de todos, “apoderou-se” das maiores empresas públicas de comunicação social nacionais e fez delas o que bem quis e lhe apeteceu, até funcionários chegaram a morrer por sua culpa e sem qualquer solidariedade.

Por exemplo, o refeitório dos trabalhadores da RNA, foi transformado por Rabelais num restaurante e explorado pelo “Moment” de sua propriedade. Segundo fontes, existia um pseudo-contrato para a exploração do espaço por 20 anos, mas o mesmo é/era fictício, já que a RNA nunca lucrou nada com o negócio; tudo ficou com Rabelais que fazia negócio consigo próprio.

Na mesma esteira esteve a antiga Creche Piô da RNA que passou a seruma “instituição privada”, cobrando preços altíssimos, deixou de beneficiar os filhos dos trabalhadores e foi alugada à ENDIAMA por Rabelais e só ele conhece os trâmites do contrato.

Como se não bastasse, Manuel Rabelais mandou desviar as condutas de água que abasteciam tanto as instalações da RNA e as antigas da TPA, passando as empresas a serem abastecidas pelos seus camiões-cisterna de venda de água.

Num momento de aperto financeiro que o país atravessa, estas situações penalizaram seriamente as respectivas administrações e, alega-se, que os Conselhos de Administração das mesmas recoreram aos tribunais para se pôr termo a todas estas falcatruas do deputado Rabelais.

Manuel Rabelais, enquanto ministro da Comunicação Social e depois como director do Grecima, uma instituição criada por ele próprio e, por bajulação, imposta ao ex-Presidente da República que a aceitou, fez do dito gabinete um “super-ministério” que até suplantava o próprio Ministério da Comunicação Social e o seu titular.

Fazendo jus aos seus poderes, Rabelais montou por todo o país e em todos os órgãos públicos de comunicação social, uma rede de indivíduos seus apaniguados, que se trsnformaram numa “troupe” de terror contra verdadeiros e honestos trabalhadores e de quem discordasse dos seus métodos e roubalheira.

N ânsia de também tirarem dividendos, esses indivíduos “envenenaram” a essência da verdadeira comunicação social que já se fazia em Angola, mesmo em tempos duros, como os do socialismo e do partido-estado. Manipularam de tal forma a coisa que, tanto José Eduardo dos Santos, como os “paspalhos” do partido armados em sabichões, entre outros, foram devidamente enganados pelos relatórios, imagens e propaganda enganosa urdida por essa cambada que devia, neste momento, estar toda na cadeia.

Rabelais e seus apaniguados nunca se preocuparam em melhorar as condições de trabalho das empresas, nunca se preocuparam em melhorar os seus salários e o seu nível de vida, enquanto eles tinham regalias financeiras e materiais de todo o tipo do próprio Estado, para além de apoios da Presidência da República e de alguns governantes.

De acordo com os indicadores, a gestão de Rabelais foi sempremarcada por nepotismo, humilhação aos profissionais, entre outros cidadãos, e criação de funcionários  “fantasmas” em todos os órgãos e em todo o país.

Muitas pessoas que foram lesadas pedem à Procuradoria-Geral da República para que investigue com profundidade Manuel Rabelais e a sua riqueza, bem como a de outros colaboradores seus que ostentam riquezas que os mesmos não conseguem justificar, dado o nível económico das suas famílias, a idade e o tempo de trabalho que têm.

Há muito que os cidadãos, endereçaram, igualmente, à Assembleia Nacional, um pedido para que se retirasse a imunidade conferida a Manuel Rabelais e outros na mesma condição, porque não pode uma instituição como o Parlamento da Nação Angolana ser guarida de bandidos, gatunos e corruptos da pior espécie, sob a capa de deputados do partido maioritário. A continuar assim, é a própria Assembleia Nacional que perde credibilidade e consideração, não só por parte dos cidadãos nacionais, mas também internacionalmente e corre o risco de ver o seu nome jogado na pocilga.

O individuo, há muito que deveria estar preso e bem preso mas… oh santa imunidade! PGR a quantas andas?!

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