Início Política Primeiro secretário de um CAP é um embusteiro protegido que vai deixar mal o MPLA nas eleições gerais

Primeiro secretário de um CAP é um embusteiro protegido que vai deixar mal o MPLA nas eleições gerais

por Redação

Angola é um país que, ao longo de vários anos, foi impiedosamente saqueado, tanto por cidadãos ligados aos círculos do poder, como por inúmeros estrangeiros que se aliaram a esses mesmos angolanos e/ou receberam todas as facilidades para, a coberto de pseudos investimentos, projectos e negócios obscuros, enganarem o povo angolano, delapidarem o erário público e roubarem as riquezas do país

Santos Pereira

O grupo empresarial Boa Vida (GBV), ao longo dos tempos, tem sido visado em diversas ilegalidades e, como se não bastasse, o seu PCA, Tomasz Dowbor, que tem tido a protecção das elites do poder no país, para “camuflar” os ilícitos que comete, mereceu a “honra” de ser nomeado como primeiro secretário do CAP do MPLA na urbanização Boa Vida, que supostamente é sua propriedade.

 Nos últimos tempos, o dito empresário Tomasz Dowbor tem sido acusado de cometer várias falcatruas, burlando cidadãos angolanos de várias formas, a pontos de agredir e de desrespeitar as autoridades mas nada lhe acontece. Diz-se que tem “costas largas” e “bem protegidas”.

Porém, a sociedade quer saber concretamente quem o protege e porquê? Como pode um cidadão estrangeiro, embora se diga que obteve também a nacionalidade angolana (como e porquê não se sabe), chegar de um sopro a primeiro secretário de um comité de acção do MPLA? O que se esconde por trás disso? O dinheiro que burlos a inúmeros cidadãos angolanos que sonhavam com a casa própria e confiaram no tal grupo, como fica? As autoridades não conseguem “mover uma palha” contra esses embusteiros?

São questões que precisam de respostas urgentes, considerando que aproximam-se as eleições gerais, ante um cada vez mais elevado índice de descontentamento popular, que se agrava com problemas desta natureza, porque o angolano sente-se relegado para um plano inferior pelos próprios governantes do seu país e, tudo isso, pode complicar a reeleição do partido que governa Angola há 47 anos.

Actualmente Tomasz Dowbor, como já referido, é primeiro secretário do CAP que funciona na chamada urbanização Boa Vida propriedade do seu grupo. O indivíduo comete as mais descaradas falcatruas , mas ninguém questiona, incluindo o destino que deu aos valores monetários que lhe foram concedidos para a construção de casas sociais em 2016, pelo ex-Presidente da República José Eduardo dos Santos e por sua filha Isabel  dos Santos.

São muitas as acusações de crimes que pesam sobre o empresário de origem polaca e de nacionalidade angolana, Tomasz Dowbor, PCA do Grupo Boa Vida e seu irmão, Wojciech Dowbor. Burla, defraudação, promessas falsas para enganar o público, agressão, faltas de respeito, inclusive às autoridades policiais, etc, consta da vasta lista, a que se acresceu, nos últimos dias a exploração ilegal de diamantes e a sua participação numa burla milionário ao Estado com a sobrefacturação aos preços reais da aquisição de gado ao Tchade.

Actualmente, o país atravessa uma situação de penúria extrema enquanto muita gente enriqueceu e muitos continuam a enriquecer, em detrimento da maioria esmagadora de angolanos.

São diversas as artimanhas que têm sido usadas para ludibriar e roubar  Angola, resultando disso catastróficas consequências para o seu povo.

Grande parte do dinheiro, entre outras riquezas roubadas em Angola, vai para outros países, fortalece outras economias e depois ainda volta em forma de “investimento estrangeiro”.

Muitos projectos, empreendimentos e obras realizadas no país com os supostos “investimentos estrangeiros”, nada mais são que estratagemas que usam os valores subtraídos ao próprio país para ditos projectos que apenas visam continuar a tirar mais e mais capital.

Para tal, quando por trás estão os vigaristas angolanos, os “investimentos” são feitos por cidadãos estrangeiros, supostamente “grandes empresários”, em diversas áreas, mas que, na realidade, não passam de “testas de ferro” ou “sócios” dos mesmos.

Os sectores das obras públicas e o do imobiliário, têm sido dos mais visados por esses embusteiros. Havendo grande carência de habitação no país, a construção de prédios, condomínios e mesmo de bairros sociais, serviram de pretexto para muitos “ladrões”, nacionais e estrangeiros, aproveitarem-se das necessidades e fraquezas do mercado angolano, sendo-lhes, ainda por cima, concedidas as maiores facilidades, que em nenhuma outra parte do mundo conseguiriam.

Tal é o caso que anda na boca do povo, ou seja, a chamada “urbanização Boa Vida”, um “investimento” que tem muito que se lhe diga, alegadamente efectuado por dois irmãos de nacionalidade polaca, que propalam ter investido capital próprio, mais de 100.000.000 (Cem milhões) de dólares americanos, para a implementação de projectos de construção de habitações.

Hoje por hoje, em forma de justificação, num documento posto a circular, o Grupo afirma que “sempre esteve alinhado com as estratégias do Executivo no sentido da diversificação da economia e geração de maior número de postos de trabalho que ao longo desses anos resultou em mais de 4 mil postos de trabalho directos e 2 mil indirectos”!!! 

Porém, as acusações apontam para um envoivimento do Grupo com capital desviado do erário público por elementos ligados às elites do poder e também do extinto Banco Angolano de Negócios e Comércio – BANC, cujo accionista maioritário foi o falecido general Kundi Payhama.

Tal capital, como se justifica, “foi destinado a aceleração e suporte das despesas adicionais para operacionalização da construção de habitações, em função de um elevado número de solicitações por parte dos clientes do BANC para aquisição de casas na Urbanização Boa Vida, por via de crédito bancário”.

 Contudo, para quem investiu 100 milhões de dólares (!!!), o que têm beneficiado os angolanos? Eis a questão.

É caso para se dizer que está-se diante de um imbróglio sem tamanho. No âmbito do combate à corrupção e conexos, as autoridades judicias, nomeadamente a Procuradoria-Geral da República (PGR) e/ou os seus órgãos ligados ao assunto não deviam deixar esta questão em branco.

Agora, como se vê, depois de tanto enganar os angolanos e beneficiar do da protecção e apoio das elites no poder e até do próprio MPLA, já que o fizeram militante e primeiro secretário de um dos seus Cap’s, Tomasz Dowbor até defeca sobre os angolanos!!!

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