Início Política Presidente da República deve exonerar urgentemente Ricardo de Abreu porque as suas malabarices já “cheiram mal”

Presidente da República deve exonerar urgentemente Ricardo de Abreu porque as suas malabarices já “cheiram mal”

por Redação

De polémica em polémica vai seguindo o nome do ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, cuja gestão, enquanto governante tem sido reiteradas vezes apontada como danosa ao erário público e eivada de muitos “truques” para enganar o Chefe de Estado

Ainda há dias Ricardo de Abreu foi notícia por suposta tentativa de sobrefacturação na compra de dois edifícios para o Ministério dos Transportes. O assunto ainda não encerrou porque o Presidente da República aguarda por esclarecimentos e já o ministro dos Transportes aparece envolvido em outra polémica, desta feita, em uma denúncia de trabalhadores da TAAG que acusam Eduardo Fairen Soria, agora nomeado administrador Executivo e presidente da Comissão Executiva (PCE), que é cunhado de Ricardo de Abreu, de ter desviado cerca de um milhão e meio de dólares da empresa.

Segundo a denúncia, em carta redigida pelos referidos trabalhadores  da TAAG, endereçada ao Presidente da República, na sequência da nomeação dos membros do novo Conselho de Administração, denunciam que o novo presidente da Comissão Executiva, Eduardo Fairen Soria, é marido de uma prima do ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, e consta dos registos da empresa que retirou dos seus cofres, “sem trabalho nenhum, mais de 1 milhão e meio de dólares” por gastos com “falsos trabalhos de consultoria que nunca fez através da empresa Blackbird”.

De acordo com o comunicado da TAAG, as mudanças ocorrem depois de o Presidente da República e Titular do Poder Executivo, João Lourenço, exonerar o Conselho de Administração da companhia nomeado pelos Decretos Presidenciais 276/18 e 44/19 de 26 de Novembro a 31 de Janeiro.

Os accionistas da TAAG – SA elegeram o novo Conselho de Administração que assume a gestão diária, confirmando o início de um novo ciclo no modelo de governança empresarial, que transformou a Empresa Pública em Sociedade Anónima.

Neste âmbito, foram indicados Ana Francisca da Silva Major, para presidente do Conselho de Administração – Não Executiva; Rui Paulo Pinto de Andrade Teles Carreira, administrador Não Executivo, enquanto que Eduardo Fairen Soria é administrador Executivo e presidente da Comissão Executiva (PCE).

Integram ainda a Comissão Executiva da TAAG, Custódia Gabriela Pereira Bastos; Lisa Mota Pinto; Steve Taverney Azevedo e Adelaide Isabel de Sousa Godinho, todos administradores executivos.

De acordo com a Casa Civil do Presidente da República, considerando que o Decreto Presidencial nº 186/20, de 17 de Julho, adequou-se o valor nominal do capital social da TAAG – Linhas Aéreas de Angola – SA, bem como redefiniu a estrutura accionista da empresa, deixando de ser detida totalmente pelo Estado.

Com base nisso, acrescenta o comunicado, houve a necessidade de se concretizar o Plano de Reestruturação da TAAG – SA, visando incentivar a política empresarial com o propósito de se efectivar os seus objectivos estratégicos. Assim, cessaram funções todo corpo directivo da empresa de aviação.

Quando se anunciou as mudanças efectuadas na TAAG, a nomeação de Eduardo Fairen Soria como administrador Executivo e presidente da Comissão Executiva (PCE), causou espanto em diversos meios da sociedade. E não tardou, logo surgiu a denúncia de que o indivíduo já se apoderara de cerca de um milhãos e meio de dólares da empresa.

Sendo cunhado do ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, face às “engenharias” de que já tem sido acusado, levantaram-se suspeições do envolvimento do ministro e  suposta protecção ao cunhado.

Recorde-se que, há dias, o ministro Ricardo de Abreu foi acusado de aproveitar-se de um negócio, autorizado pelo Presidente da República,  para aquisição de dois prédios, em Luanda, para “sacar” a sua “micha” e sobrefacturar o valor de compra dos referidos edifícios.

As aquisições são justificadas com a necessidade de melhorar as instalações onde funcionam os serviços públicos do Ministério dos Transportes e os institutos e agências sob sua superintendência devido à deterioração das suas actuais instalações.

O assunto está a gerar as mais diversas especulações e a ser consierado como “um caso de tráfico de influência e amiguismo” para sobrefacturar e enganar o Estado, e o Chefe de Estado, uma vez mais, alertado a tempo, mandou suspender o negócio e exige esclarecimentos.

Sublinhe-se que não é a primeira vez que Ricardo de Abreu tenta “engolir dinheiro do Estado”, como quando tentou enganar o Chefe de Estado no caso das cartas de condução e das escolas, exigindo que se passasse as competências da emissão da Carta de Condução de um departamento ministerial para outro, ou seja, para o Ministério dos Transportes, que passaria também a regularizar, licenciar, fiscalizar e inspeccionar a actividade das  escolas de condução automóvel do país.

Na altura, alertado a tempo, o Presidente João Lourenço recuou na decisão que já havia tomado.

O Ministério dos Transportes, ao longo dos tempos, tem sido um dos departamentos governamentais em que reina a maior “pirataria” que assalta os cofres do Estado e suga as riquezas nacionais.

Ricardo de Abreu, em vez de mudar o cenário, apenas deu continuidade ao caos reinante. Desde que está no cargo não há nada de novo a não ser queixas e acusações, entre projectos duvidosos como o do “metrô de susperfície de Luanda”, recorrendo ao velho argumento de que pretende melhorar a situação da mobilidade urbana na capital e a qualidade de vida dos cidadãos, bem como “oferecer uma alternativa de transporte com menor impacto ambiental”.

Este “refrão” foi batido e rebatido pelo anterior ministr do regime, Augusto Tomás, para ludibriar a opinião pública e a sociedade em geral, proporcionando formas de organizar esquemas que sempre lesaram o Estado angolano em centenas de milhões de dólares consecutivamente como foi o caso dos catamarãs.

Para tal, o Estado pagou 79 milhões de dólares, por quatro embarcações que, segundo especialistas ligados ao sector, o preço real não execederia 10 milhões de dólares. Houve um esquema de sobrefacturação bastante alto, de 69 milhões de dólares, que foram parar a mãos indevidas, com agravante de as embarcações que chegaram ao país, por partes, serem de ocasião, que dizer, usadas. Em poucos dias avariam e estão a apodrecer.

O actual ministro também enveredou pelo mesmo caminho e, nos últimos dias, muito se tem questionado sobre o destino que deu aos 150 milhões de dólares pagos pela multinacional Dubai Ports World (DP World) pela assinatura do contrato para a gerência do Terminal Multiusos do Porto de Luanda.

Com governantes assim, em vez de o país avançar, continua a regredir. Uns poucos “abocanham tudo” e a maioria esmagadora do povo angolano continua atolada na mais atroz miséria.

Para fazer jus as suas afirmações e promessas, o Presidente João Lourenço tem que dizer “basta”, exonerar todos “mafiosos” que deambulam impunemente nos órgãos de decisão do Esatdo, nomeadamente, no Executivo, e submetê-los à justiça!  (Com agências)

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