Início Política Por calúnia e difamação, Dino Matross processa advogado Sebastião Assureira

Por calúnia e difamação, Dino Matross processa advogado Sebastião Assureira

por Redação

O antigo Secretário Geral do MPLA e general na reserva, Julião Mateus Paulo “Dino Matross” intentou nesta segunda-feira (28.12) uma acção criminal contra o advogado que o acusou de ameaças de morte e de estar envolvido na criação de uma sentença falsa.

O caso está relacionado com um litígio sobre um terreno no bairro ‘Lar Patriota’, envolvendo o condomínio ‘Harmonia do Lar Patriota’ e a Associação de Camponeses ‘Ana Ndengue’.
Belo Mangueira, advogado de “Dino Matross”, disse ter sido entregue uma queixa crime contra o advogado daquela associação, Sebastião Assureira, que na semana passada disse estar a ser alvo de ameaças de morte.
Assureira acusou ainda, na mesma ocasião, que “Dino Matross” esteve envolvido na criação de uma sentença falsa de um tribunal onde trabalha a sua própria filha.
«Se há ameaças de morte terá que o provar; se uma filha do general trabalha no tribunal terá que o provar», disse Belo Mangueira, para quem a Associação de Camponeses está envolvida na invasão de terrenos e a comercializar terrenos que não lhes pertence.
«Além de calúnias, os senhores da ‘Ana Ndengue’ vendem terrenos que não lhes pertence», referiu, avançando que o processo vem desde 2000 e, naquela época, já tinham sido feitas as indemnizações devidas; por isso, o seu constituinte não mais vai ceder às chantagens de grupos de invasores. «Não podemos ceder a chantagens e vamos continuar a lutar no processo no fórum judicial».
O advogado do Condomínio ‘Harmonia do Lar Patriota’, afirma que até mesmo os camponeses indemnizados nunca foram os donos das terras, porque em 1977, o Estado já tinha confiscado a zona da mão de uma empresa de nome Gomes. «As indemnizações foram feitas apenas para que haja harmonia, tal como diz o próprio Condomínio ‘Harmonia do Lar Patriota’».
Entretanto, recorde-se que o antigo secretário geral do MPLA e general na reserva, Julião Mateus Paulo “Dino Matross”, foi acusado de ameaçar o advogado de defesa no processo de terras do conhecido caso ‘Lar Patriota’ em que estão em litígio a promotora ‘Lar Patriota’ e a Associação de Camponeses ‘Ana Ndengue’, em Talatona.
“Dino Matross” é também acusado de estar envolvido na criação de uma sentença falsa de um tribunal onde trabalha a sua própria filha.
O caso remonta a 2002, qiando “Dino Matross”, então secretário-geral do MPLA, mediou as negociações para aquisição das referidas terras.
Alega-se que o caso continua por decidir e o advogado de defesa, Sebastião Assureira, acusa “Dino Matross” de estar envolvido na criação de uma sentença falsa da 1ª secção do Tribunal Provincial de Luanda onde trabalha a sua própria filha.
«É uma sentença cheia de vícios que levam a anulação da própria sentença e um dos vícios graves é a falta da assinatura da juíza, uma sentença elaborada na 1ª secção onde trabalha a filha do general Dino Matross», sublinha Assureira.
O advogado, que tinha sido detido no mês de Agosto por supostas ordens de “Dino Matross”, diz temer pela sua vida porque «as ameaças de morte contra a minha pessoa continuam, com vista a abandonar o processo dos camponeses, mas não vou abandonar».
Já em Janeiro de 2020, ainda sobre o mesmo assunto, o também deputado negou estar em conluio com responsáveis da Cooperativa ‘Lar Patriota’ e acusou os dirigentes da a associação ‘Ana Ndengue’ e do bairro Honga de «difamadores». *(Com Angop)

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