Início Política PGR notifica dirigentes da UNITA acusados de agressão, incentivo ao ódio e violência psicológica

PGR notifica dirigentes da UNITA acusados de agressão, incentivo ao ódio e violência psicológica

por Redação

Três dirigentes da UNITA, principal partido da oposição em Angola, foram notificados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para responderem em processos movidos por antigos membros do partido

O partido do “galo negro” diz que é mais um episódio de manobras de distração que tem a mão do MPLA.

Nelito Ekukui, secretário provincial em Luanda, Tavares Mbulo, secretário do Cacuaco, e Aurélio Kachipangue, secretário municipal da JURA, braço juvenil da UNITA, também em Cacuaco, são acusados de agressão, incitação ao ódio e violência psicológica.

Para Ekuikui, tudo não passa de “mais uma manobra de diversão do MPLA”, e diz que as notificações da PGR nem tinham nomes das pessoas, apenas os cargos.

“Dizem apenas que os desertores da UNITA que têm estado a trabalhar com o MPLA em Luanda correm risco de vida e imputam isso a nós, da UNITA, mais uma manobra sem fundamento nenhum”, conclui o secretário provincial do partido da oposição.

No âmbito do clima pré-eleitoral que se vai instalando no país, abalizados analistas consideram que, devido à situação de instabilidade crescente por que tem passado a política interna, por causa de factores como a crise económico-financeira em que o país se encontra e que está a ter consequências muito negativas no plano social, bem como a contestação a João Lourenço, às suas políticas e o surgimento de divisões internas no partido no poder, vistas como situações favoráveis a afirmação da oposição, reforçada por percepções de alegada “ameaça à conservação do poder pelo MPLA” em que se constituiu a UNITA, liderada por Adalberto da Costa Junior, o Serviço de Informação e Segurança de Estado (SINSE) tem levado a cabo diversas acções contra potenciais adversários do regime.

O SINSE, é igualmente apontado em meios da sociedade angolana de ser o mentor do “clima de terror” que está a ser instalado com campanhas de subversão e intoxicação psicológica, desinformação e anarquia social, incluindo actos de violência, distúbio e arruaças, como as que têm marcado as diversas manifestações de protesto que acontecem um pouco por todo o país, em conjunto com estruturas da Presidência da República, o GAPI e o DIP do MPLA.

Para os analistas, é público que, nos últimos dias, entre as várias manobras que têm sido efectuadas por órgãos do regime, destaca-se o suborno a activistas e elementos ligados a partidos da oposição, principalmente da UNITA, que aliciados por alguns valores monetários “fazem o jogo do MPLA”. 

Os militantes dissidentes da UNITA e agora na condição de queixosos são Kawuiki Costa e Domingos Pedro, entre outros, que se recusam a falar à comunicação socialprivada.

                                                                                                                                            (Com agências)

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