Início Política Paula Coelho acusada de chefiar ‘quadrilha de mafiosos’ que desestabiliza e saqueia a Agência Nacional de Resíduos

Paula Coelho acusada de chefiar ‘quadrilha de mafiosos’ que desestabiliza e saqueia a Agência Nacional de Resíduos

por Redação

De acordo com notícias postas a circular, a Secretária de Estado do Ambiente, Paula Coelho, tida como principal desestabilizadora e promotora do saque dos fundos da Agência Nacional de Resíduos (ANR), é caracterizada, entre outros adjetivos, como arrogante, intriguista, trapaceira e corrupta.

Segundo fontes anónimas, face a uma série de irregularidades no sector, a Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE) foi chamada a intervir na Agência Nacional de Resíduos, para investigar acusações que vão desde viaturas atribuídas a deteminados funcionários, que após as terem recebido, passaram-nas para o seu próprio nome, existência de falsos funcionários, bem como a instauração de «uma rede mafiosa na exportação de resíduos».
De acordo com a mesma fonte, no mandato do anterior Presidente do Conselho de Administração da ANR, Monteiro Gomes Lumbo, muitos funcionários após receberem viaturas protocolares, colocaram-nas em seu próprio nome, a pontos de que alguns colaboradores, que estavam em comissão de serviço, levaram as respectivas viaturas, inclusive o próprio ex-PCA, que se apropriou ilegalmente de uma viatura de marca Toyota, modelo VX, que lhe foi atribuída antes de ser exonerado.
A máfia da exportação de resíduos era efectuada sem respaldo legal e entregue apenas a um grupo restrito de empresas, sob o comando do director do Gabinete Jurídico da Agência Nacional de Resíduos Sólidos, José Pascoal.
Entre os materiais recicláveis a exportar destacam-se plásticos, equipamentos electrónicos, vidros, papel de cartão (vulgo papelão), pilhas secas, bem como outros resíduos não perigosos.
Com propósito de pôr ordem no circo, a nova gestão da ANR, liderada por Nelma Caetano, suspendeu a emissão de novas licenças de exportação, até ser criada uma lei, facto que tem provocado inquietação no seio da ‘rede’ instalada na agência sob comando do director do Gabinete Jurídico e do antigo PCA, que actualmente está destacado como consultor no Gabinete da Secretária de Estado do Ambiente.
«Tendo em conta que as reformas em curso na agência não agradam a ‘quadrilha’ liderada por Paula Coelho, o director do Gabinete Jurídico e o antigo PCA, a Secretaria de Estado para o Ambiente orientou para se divulgar notícias falsas nas redes sociais com o intuito de denegrir a imagem do actual Conselho de Administração da ANR, sobretudo no que diz respeito ao negócio da exportação de materiais recicláveis, com vista a levar o ministro Jomo Fortunato a pedir a exoneração da actual direcção da Agência, para posteriormente colocar pessoas do interesse da actual Secretária de Estado do Ambiente, para continuarem com o esquema de emissão de licenças de exportação de resíduos, pouco transparente e ilegal, tal como se fazia no passado», desabafou a fonte.
Paula Cristina Francisco Coelho já foi ministra do Ambiente de Angola, antes deste sector fundir-se com a Cultura e o Turismo. Mas a ambição desmedida e o veneno do nepotismo e saque ao erário público tomou conta da jovem (des)governante que também já ocupou cargos de Secretária de Estado para Biodiversidade e Áreas de Conservação.
Pela sua ambição desmedida, e na tentativa de salvaguardar a sua ‘equipa mafiosa’ implantada no departamento do Ambiente, Paula Coelho fez vida negra a então ministra da Cultura, Turismo e Ambiente, Adjany Costa, que não estando formatada no jogo da corrupção e de intrigas, preferiu colocar o seu cargo à disposição, sendo substituída em Outubro do ano passado pelo crítico literário Jomo Fortunato.
Certamente que Adjany da Silva Freitas Costa, agora nas vestes de Consultora do Presidente da República, João Lourenço, não se surpreende com as falcatruas de Paula Coelho.
De acordo com as fontes, caso haja imparcialidade dos técnicos da Inspecção Geral da Administração do Estado, tendo em conta às evidências das irregularidades, tais como corrupção, formação de quadrilha e nepotismo, protagonizado por Paula Coelho e seus “muchachos”, a Secretária de Estado para o Ambiente deverá ser exonerada nos próximos dias e, acto contínuo, ser encaminhada à PGR para a instauração do competente processo criminal.
*(Com agências)

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