Início Política Para o bem comum – João Lourenço precisa da colaboração de todos angolanos

Para o bem comum – João Lourenço precisa da colaboração de todos angolanos

por Redação

Criticar e ficar em cima do muro é bom, mas… Nos últimos tempos, muitos são os cidadãos que apenas enxergam a situação do país de forma bastante negativa e, no calor das emoções, partem para críticas duras e maldosas, sem, portanto, colaborarem com ideias que possam contribuir para ajudar a debelar os negativos que tanto criticam.

Japer Kanambwa

A situação do país é má, não há como negar isso. Não se muda da noite para o dia o durou décadas. Porém, querer bem-estar, é legítimo; assim como é legítimo que se queira o progresso, o desenvolvimento do país e, consequentemente, condições de vida condigna para todo o povo angolano, desde as cidades aos kimbos mais remotos e, para isso, mais que críticas, é preciso a contribuição abnegada de todos.
Infelizmente, o povo angolano andou à deriva, durante décadas, por causa de um regime atípico, cujos membros, ou seja, os governantes, impiedosamente desgraçaram o pais. Contra fatos não há argumentos e a história é bem conhecida pelos angolanos.
Embora se diga que o MPLA é o culpado de todas as desgraças do povo angolano e que é necessário que deixe o poder, são opiniões e aspirações que se respeitam, mas a questão é: “quem é melhor para substituir o MPLA? Que dirigentes estão preparados para assumir, com patriotismo sincero, com honestidade, com abnegação, empenho e trabalho árduo, as rédeas do país?”
Pela oposição que se conhece, cujos dirigentes agem como os “ratos”, “mordem e depois sopram” como diz o velho ditado, que desculpem os políticos sinceros, mas quem anda na lama suja-se, mesmo que um dia um outro partido, desses que andam por aí, chegue ao poder, que governação haverá em Angola?
Por exemplo, grande parte da oposição e dos considerados “críticos” são tão corruptos quanto os outros, senão mais. Durante as eleições, todos se afoitam, todos “profetizam”, mas no fundo, o que lhes interessa são apenas as “mordomias”. Todos ficam atentos a quantos lugares vão ter na Assembleia Nacional e depois, o que fazem os ditos deputados? Acomodam-se, exigem benesses, esquecem-se do eleitorado e até de familiares e amigos. Deixam de dar confiança aos “pobres”.
Durante as sessões parlamentares é o que se tem assistido. Muita teoria, muito lenga-lenga, até parece uma disputa sobre quem fala melhor; depois, nada. A justificação é sempre: “o MPLA detém a maioria e não podemos fazer nada”. Mas, se a oposição fosse de fato oposição, patriota e coerente, pelo país e pelo povo, não seria a “maioria” parlamentar dos outros que os dobraria. A “maioria” é o povo angolano e os senhores da oposição deveriam saber isso. Contudo, para eles, conta apenas o seu próprio “mundo”, a sua barriga e os seus negócios. O resto fica para as próximas eleições.
Diante de um cenário destes, a situação em que está mergulhado o país tende em arrastar-se. O Presidente da República, João Lourenço, por mais boa vontade que tenha, por mais que aposte na melhoria do país a todos os níveis, sozinho não poderá nada.
Tem-se visto nos últimos dias, aproveitando também dos condicionamentos por causa da pandemia da Covid-19, a diversas ações de aproveitadores e oportunistas, a coberto de pseudas organizações não-governamentais (ONG’s), tal como no passado recente, supostamente em nome do MPLA e do Presidente da República.
Tal como no tempo de José Eduardo dos Santos, aproveitando-se de alguma debilidade e do descontentamento de indivíduos por causa do combate contra a corrupção, peculato e impunidade, procedem propositadamente a atos que visam desmoralizar os cidadãos e sujar a imagem do Chefe de Estado.
Igualmente, os bajuladores andam à solta e todos querem tirar proveito da situação, fique mal quem ficar, seja o MPLA ou o próprio Presidente. Com o agravamento da crise económica e financeira, lançam para a opinião pública, frequentemente a partir de elementos do próprio Governo, notícias e/ou comentários procurando atingir João Lourenço.
Segundo fontes bem informadas, o Presidente da República está rodeado de governantes desonestos e, no partido, o principal foco de descontentamento situa-se, sobretudo, entre alguma da “velha guarda” partidária, que se considera preterida.
Nessa esteira, tais indivíduos estão a aproveitar-se dos Órgãos de Comunicação Social públicos onde têm feito passar uma onda, cada vez maior, de “propaganda enganosa”, pintando cenários inexistentes na realidade, o que tem agitado negativamente as populações, porquanto, muito do que se propala não é verdade e fere as sensibilidades.
O Presidente João Lourenço precisa da colaboração dos angolanos. Em vez de se criticar por criticar, deve-se alertar, sem receio, e apontar o dedo para os prevaricadores, seja lá quem forem. Ministro, governador, administrador, comandante, chefe, agente ou cidadão comum, que cometa contra o bem comum da nação, não merecem ficar impunes.

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