Início Política Opinião pública questiona PGR sobre processo de Arcanjo Maria do Nascimento

Opinião pública questiona PGR sobre processo de Arcanjo Maria do Nascimento

por Redação

Em Maio de 2019 foi manchete em Angola e na comunicação social internacional, a notícia sobre a aplicação, pela Procuradoria-Geral da República (PGR), da medida de coacção pessoal de “prisão preventiva”, ao antigo embaixador de Angola na Etiópia e junto da União Africana, Arcanjo Maria do Nascimento.

Japer Kanambwa

O ex-embaixador de Angola da Etiopia e representante permanente junto da União Africana, Arcanjo Maria do Nascimento, fora detido, preventivamente, por existirem fortes indícios de ter cometido crimes de peculato, corrupção passiva e branqueamento de capitais, segundo um comunicado da PGR.
O comunicado da Procuradoria Geral da República referia que, perante novos elementos de prova acrescidos ao processo nº 48/2018 , «com vista a salvaguardar o interesse da investigação e por se mostrar necessária e adequada, foi aplica a medida de coação pessoal de prisão preventiva».
Exonerado por conveniência de serviço, em Outubro de 2018, pelo Presidente da República, João Lourenço, Arcanjo Maria do Nascimento exerceu as funções de embaixador de Angola na Etiópia e União Africana desde Junho de 2011.
O antigo representante permanente do Estado angolano junto da União Africana (UA), depois de ter sido constituído arguido, foi detido preventivamente por causa dos crimes anteriormente mencionados, porém, pouco depois foi posto em liberdade condicional.
De lá para cá, passados mais de um ano e meio, a PGR nunca mais se pronunciou sobre o processo e/ou a condição actual de Arcanjo Maria do Nascimento.
Considerando que muitos têm sido os casos de alta corrupção que envolvem diplomatas, tem-se questionado o método de selecção dos mesmos.
Para os analistas, os actos de corrupção nas embaixadas são reiterados e comprometem o país perante a comunidade internacional e inibem os investidores, porque ninguém «com bom senso investe num país onde os embaixadores, os diplomatas, são corruptos. Se há corrupção nas embaixadas, é claro que o país internamente está também infestado pela corrupção. O que acontece nas embaixadas é puramente reflexo daquilo que acontece a nível interno», realçam.

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