Início Política O povo está atento: “Cabritismo” poderá levar MPLA à derrota eleitoral em 2022

O povo está atento: “Cabritismo” poderá levar MPLA à derrota eleitoral em 2022

por Redação

A política do “cabritismo”, que prevalece em Angola, adiando o sonho angolano e fazendo com que qualquer projeto, plano, ou seja lá o que for, gizado pelo governo,  que envolva dinheiro e que seja gerido por governantes, desde administradores, distritais, municipais a governadores e ministros, entre outros altos dirigentes a todos níveis, nunca beneficiem o país e o povo angolano, ficando tudo nos bolsos das elites no poder poderá levar o MPLA e o seu cabeça – de – lista à derrota nas eleições gerais de 2022

Santos Pereira

A previsão é de competentes analistas do cenário político nacional que relativamente à situação geral em que se encontra o País, vista como catastrófica, desfez o “encanto” que o MPLA tinha sobre as populações que, hoje por hoje, acreditam que foram enganadas durante longos anos por um governo dependente de um sistema partidário mafioso e maquiavélico.

Os especialistas destacam o sistemático comportamento dos dirigentes em fazerem das instituições e bens do Estado “sua propriedade”, roubando a “torto e a direito”, como soe dizer-se, e porque não lhes interessa melhorar seja o que fôr, apenas querem enriquecer o mais que possam, sugam tudo e levaram o País à uma situação que pode tornar-se irreversível, se não for contida quanto antes.

Tais políticas de aproveitamento e roubo foram “instituidas” no país desde a independência e para acréscimo, um “iluminado”, aproveitando-se da “igenuidade” popular incutiu na mente dos cidadãos a frase que acabou por tornar-se como uma profecia: “o cabrito come onde está amarrado”, que significa, por outras palavras, que pode-se roubar valores e/ou bens do Estado, da instituição, empresa, em que se trabalha, que não é crime! Porém, o “iluminado”, autor deste “sistema”, esqueceu-se, que quando o “cabrito come amarrado”, tem que se procurar c onstantemente outro local de pasto.

Infelizmente foi o que aconteceu com a economia nacional; de tanto ser “comida” pelos “cabritos amarrados” ruiu e o país resvalou para o abismo da miséria.

O “cabritismo” fez com que os dirigentes, antes de pensarem no bem maior, em benefício de todo o país, apenas pensassem no seu próprio bem e foram inventando todo o tipo de estrategemas para se apoderarem de tudo que estivesse na alçada da sua gerência.

Esse “mau hábito”, bastante prejudicial para a economia, as finanças e, consequetemente, para o desenvolvimento do país, alastrou-se até aos trabalhadores de base e cidadãos estrangeiros que vêm trabalhar em Angola.

Ao ser lançado o mote do combate contra a corrupção, o peculato, nepotismo, impunidade, entre outros, começaram a ser reveladas as formas ardilosas que têm sido usadas pelos diferentes governantes e gestores, entre outros membros das elites no poder, para se apoderarem da coisa pública. Uma delas, aliás, a mais frequente, é a de fundar empresas “fantasmas” que assinam milionários contratos com os seus pelouros para executar determinado trabalho, embolsam o dinheiro e a dita obra no fim nem aparece, porém o sumiço dos valores é justificado com falsas realizações.

Outra táctica predominante é o uso de “testas – de – ferro” para “disfarçar” a participação em negócios e empresas, entre outras actividades de carácter mafioso, situação que tem sido contestada pela sociedade.

Actualmente, com o aproximar das eleições gerais previstas para Agosto de 2022, os governantes e altos dirigentes estão a fazer o papel de “cidadãos honestos”, todos uns “anjinhos”, bastante preocupados com a situação das populações, empenhados em inverter o quadro de miséria que se vive e afecta drasticamente a maioria dos cidadãos.

Contudo, a situação de hoje já não é a de ontem. Muita poeira que foi lançada aos olhos dos cidadãos ao longo do tempo foi dissolvida e a visão do povo é mais clara. Por isso, se não haver verdadeira mudança no “modus operandis” do partido da situação, que por mais que inovem nas suas estratégias, cheira sempre à mais do mesmo, desta feita “a reviravolta será um facto e o MPLA vai passar a ver o poder por binóculos”, referem os analistas!    

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