Início Política “O pior gatuno que Angola já teve” – Milucha sem papas na língua delata Ismael Diogo

“O pior gatuno que Angola já teve” – Milucha sem papas na língua delata Ismael Diogo

por Redação

Ismael Diogo da Silva, antigo diplomata, empresário e ex-presidente da Fundação Eduardo dos Santos (FESA), é considerado um dos maiores trapaceadores que mais delapidou o país e o atiraram  para a miséria. Apesar de ter sido detido e depois libertado sob Termo de Identidade e Residência (TIR) para aguardar julgamento, na verdade, nunca mais se falou do homem nem do referido processo-crime

Japer Kanambwa

Correram notícias de que mesmo sob Termo de Identidade e Residência (TIR) o homem ausentara-se do país e foi dado como em parte incerta. A Procuradoria Geral da República (PGR) e demais autoridades policiais, reduziram-se ao silêncio e nunca mais disseram algo sobre o mesmo.

Ante o silêncio das autoridades, na altura, a jurista Maria Luísa Abrantes não se conteve e acusou publicamente Ismael Diogo de ser um indivíduo maligno, embusteiro e o maior gatuno que Angola já teve. Milucha, como também é conhecida a jurista, falando num programa de rádio, apontou outros nomes que, ao longo do consulado de José Eduardo dos Santos sempre o induziram em erro e não poupou palavras para descrever as maquiavelices de Ismael Diogo que, mesmo depois da saída de José Eduardo dos Santos do poder, continuou a visitar o ex-Presidente e a “injectar-lhe”o seu veneno. 

Recorde-se que, liderada por Ismael Diogo, a Fundação Eduardo dos Santos (FESA) deixou de exercer a sua verdadeira função para que fora criada e passou a ocupar-se apenas de negócios obscuros com a capa da “FESA Investimentos”. Por isso, a dita Fundação Eduardo dos Santos, em vez de ser uma entidade cuja principal missão seria a filantropia e prestar auxílio às populações mais desfavorecidas de Angola, passou a ser uma espécie de “superministério” que se metia em tudo, amedrontava e extorquia dividendos aos investidores nacionais e estrangeiros para que os seus projectos fossem levados em consideração pelo então Presidente da República e patrono da mesma.

Empresários estrangeiros que se deslocavam a Angola com intenções e projectos de investimento ou à procura de meras oportunidades de negócio, acabaram por notar que, a certa altura, eram encaminhados para a FESA, onde geralmente eram atendidos por Ismael Diogo da Silva, presidente do Conselho de Curadores, o qual, por vezes, se fazia acompanhar de um advogado brasileiro, apresentado como “conselheiro”.

O propósito subliminar destes contactos com os empresários era para conhecer os seus projectos e fazer uma triagem dos mesmos no sentido de determinar em que medida podia haver lugar contribuições (comissões) para a FESA em troca de influências. 

A nível externo, a mesma investiu mais de USD 221,8 milhões em 2006 na The University of New South Wales, em Sydney (Austrália). Em 2007, mais de USD 312,7 milhões na City University Of Hong Kong, mais de USD 187,8 milhiôes na Universidade Nova de Lisboa, ainda por definir os objectivos de tais investimentos.

A FESA, por intermédio da GEVAL, investiu mais de 243,7 milhões de Euros na construção em Portugal, do complexo Quelhas 28, que se localiza na Rua de Quelhas, nos meados da Igreja Nossa Senhora da Lapa. Também investiu no luxuoso empreendimento hoteleiro, CATUSSABA Resort Hotel, nas maravilhas das praias da Bahia, Brasil. Na África do Sul, investiu fortemente no Grupo Hoteleiro Legacy Hotels & Resort, que possui centenas de empreendimentos turísticos e hoteleiros por toda África do Sul, entre elas, pousadas, resorts, hotéis de 2,3,4 e 5 estrelas, restaurantes, campos de golfe e muito mais. 

A Geval investiu em 2009, mais de USD 423,8 milhiões na The JW Marriot na Coreia do Sul, mais de USD 289,2 milhiões na Grand Intercontinental Seoul e mais de USD 195,8 milhiões na Holiday In Seoul (Bahia) e mais de USD 213,7 milhiôes na Kimpinski Hotel & Resorts.  

Em Seul, a FESA criou parcerias estratégicas e investimentos com personalidades como Choi Soo-bung, Presidente da KEPCO no Valor de USD 154,8 milhiões; Com Koo Bom-moo, Chairman da LG, no valor de USD 254,8 milhiões; Com Lee Seung-bae, presidente da Korean Standard Association, no valor de USD 29,8 milhiões; com Lee Kyung-jae, da IBK no valor de USD 132,8 milhiôes e com Cho Choong-Hwan, presidente da Hankook Tire Co, no valor de USD 145,9 milhiôes.

Regressando ao país, a FESA Investimentos, investiu directa e indirectamente por meio de terceiros, em Grupos empresariais tais como; Grupo Suninvest, dirigida por Ismael Diogo, camuflada por diversas actividades como indústria farmacêutica em parceria com o Laboratório Teuto do Brasil, transportes urbanos e recolha de lixo pela SGO, comércio, etc.

O Grupo também detém o Hotel Intercontinental, é uma unidade hoteleira de três torres ao seu redor e o Hotel Epic Sana, gerido pela SIVOL – Sociedade de Investimentos Hoteleiros Lda, que pertencem a um consórcio entre a Sonangol e o Grupo Saninvest, vulgarmente apresentado como “braço direito” da Fundação Eduardo dos Santos para os investimentos.

Estas revelações, são apenas algumas fracções da mega-lesão infringida por Ismael Diogo ao país e ao povo angolano. Então PGR? Mais uma culpa para morrer solteira? 

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