Início Política O objectivo é dominar o mundo- China amiga da onça

O objectivo é dominar o mundo- China amiga da onça

por Redação

A República Popular da China tem sido acusada por diversos organismos internacionais, nos últimos tempos, por estar a criar supostas políticas para se apoderar da supremacia mundial. De forma subtil, mas contundente, a China quer dominar o mundo em todos os sentidos e, para tal, está a submeter os países mais fracos para atingir os seus objectivos, mormente os países africanos, com destaque para Angola, cujos governantes têm sido “manipulados” pelos dirigentes chineses, que se aproveitam do seu “deslumbramento” e ambição.

Santos Pereira

A criação do Coronavírus (Covid-19) é apontada aos laboratórios da China com fins inconfessos, mas, segundo especialistas, fáceis de perceber, atendendo as pretensões já aventadas pelas autoridades chinesas.

Embora as autoridades chinesas neguem as acusações e apresentem consecutivamente em sua defesa uma série de justificações para o aparecimento do Coronavírus e seu consequente alastramento, célere, pelo mundo, não têm convencido os especialistas mais perspicazes e atentos ao evoluir das políticas das relações internacionais e da correlação de forças advenientes da sua aplicação, pelo domínio hegemónico mundial.

Na visão dos analistas, muitas das justificações da China não colhem e são contraditórias, atendendo que, por várias vezes, chocam entre si, ou seja, o que foi ontem, hoje já não é, e assim sucessivamente.

Recentemente, o governo chinês apresentou o seu projecto de criação de uma moeda digital, que visa principalmente acabar com o domínio do dólar americano e reduzir as demais moedas ocidentais a meros “espectadores”. Tal pretensão da China, consideram os analistas, não é mais que o desejo de controlar a economia mundial para submeter todas as nações do planeta às suas resoluções.

De forma camuflada, o plano da China já está em marcha há vários anos e a sua aplicação está a ser efetivada no continente africano. Sendo os países africanos potencialmente ricos em diversos recursos naturais, mas sem ciência nem tecnologia para o seu aproveitamento, a que se agrava o facto de, geralmente, serem dirigidos por governantes desonestos, corruptos e com visão apenas para a obtenção desenfreada de riqueza e poder, em detrimento dos seus próprios povos, foi o melhor terreno encontrado pelos chineses para começar a aplicar o seu macabro projeto.

Assim, os países africanos estão transformados em “cobaias” para serem o trampolim que vai lançar a China para se apoderar do Mundo. As propaladas cimeiras China – África, não têm sido nada mais, nada menos, do que um meio para os dirigentes africanos, sem visão nem estratégias, entregarem cada vez mais as riquezas dos seus países aos dominadores chineses.

O que se está a passar em Angola, passa-se em todos os países africanos que caíram nos aliciamentos chineses. Se os governantes africanos (angolanos) fossem realmente inteligentes, como se gabam de o ser, fossem perspicazes e verdadeiros patriotas, deviam saber que, em política, “nem tudo que brilha é ouro”. Diz um velho ditado popular que, “quando a esmola é demais, até o mendigo desconfia”!

Em Angola, desde a ascensão à independência, que o governo liderado pelo MPLA se deslumbrou pela exploração petrolífera e “mandou às urtigas” as demais fontes económicas e financeiras. Na estratégia do MPLA, ou dos seus dirigentes, o petróleo é o elixir mágico para que possam enriquecer quanto der e resolver miraculosamente os problemas do país.

O Governo chinês faz-se de “bom samaritano”, acode e ajuda os países africanos que, apesar das suas riquezas naturais, devido ao saque do erário público pelos seus próprios dirigentes, encontram-se na penúria. Aí surge o “salvador” China que “oferece” dinheiro, mão de obra para construir infrastruturas e empresta dinheiro em modalidades de reembolso atraentes.

Sempre com a visão para o seu aproveitamento pessoal e descurando a conjuntura dos seus países, os africanos caiem facilmente na “armadilha” montada pelos supostos amigos. Falando mais concretamente de Angola, depois das referidas “ofertas”, dos acordos supostamente aliciantes e módicos para o pagamento das dívidas, agora os “amigos chineses” estão a mostrar as “garras de onça”.

Além de estarem a devastar o país, arrancando do solo, brutalmente, as riquezas minerais, quebrando com explosivas montanhas e rochas contendo todo o tipo de minérios, cujos pedaços, alguns pesando toneladas, são transportados para a China, também estão a desflorestar as reservas florestais a nível nacional, num verdadeiro crime contra o ambiente e o povo angolano, carregando diariamente milhares de toneladas de madeira em toros, que vão para a China, sem que haja qualquer controlo e sem que se saiba ao abrigo de que acordos é que se mutila um país assim.

Tem-se ouvido que, em alguns casos, as autoridades dos locais em que esses crimes vão acontecendo, tentam intervir, mas são “arraia miúda”, porque os chineses justificam logo que estão autorizados pelo general fulano ou pelo ministro beltrano e basta um telefonema às pessoas citadas para tudo estar resolvido e o saque continuar.

Por outro lado, sabe-se que a dívida angolana à China, desde o regime anterior, tem sido paga com petróleo, numa quantidade que se estimava em 600 mil barris por dia que, segundo fontes bem informadas, perfaz quase a metade da produção petrolífera actual de Angola.

Porém, num momento em que a China vai propalando para todo o mundo que aliviou e, em alguns casos, perdoou, as dívidas dos países africanos por causa da crise económica causada pela pandemia da Covid-19, em Angola, os chineses passaram a exigir um aumento no pagamento da dívida em petróleo, situando-se agora em 800 mil barris por dia.

Ora, havendo atualmente um declínio na produção do crude, a situação económica do Estado angolano, já de si bastante grave, acentua o sufoco financeiro do Executivo. Segundo fontes do sector, já referidas, o Governo angolano estará a proceder a negociações com o da China para rever a situação do pagamento da dívida com petróleo, num momento em que há redução da exploração e se agrava a crise económico-financeira, face à pandemia.

Para os especialistas, todas estas situações fazem parte do plano chinês para “abocanhar” o mundo. O Coronavírus faz parte da estratégia para enfraquecer as economias em geral e África, sobretudo os países subsaarianos, é mais visada e a pandemia tende em piorar.

Poderá também achar interessante