Início Política MPLA reage às críticas e afirma que a oposição angolana está desnorteada

MPLA reage às críticas e afirma que a oposição angolana está desnorteada

por Redação

Perante as fortes criticas da oposição angolana, o MPLA, partido no poder desde a independência de Angola, acusou a oposição de fomentar a instabilidade e diz que «não vive de sondagens».

O MPLA, partido no poder em Angola, afirmou esta quinta-feira (11) que a UNITA, Bloco Democrático e PRA-JA Servir Angola (oposição), demonstram um «desnorte programático» que, considera, pretende justificar a «mais do que evidente derrota nas próximas eleições».
«Achamos que a reacção deste grupo tripartido reflecte um desnorte programático porque demonstra que o único programa de Governo, a única intenção que os move é apenas tirar o MPLA do poder, não estão preocupados com o povo angolano», afirmou o porta-voz do Bureau Político do MPLA, Albino Carlos, em entrevista à Lusa.
Para o político do MPLA, no poder desde 1975, a oposição «não está preocupada» com a estabilidade política e social do país e a sua reacção revela uma «tentativa de escamotearem os problemas internos que têm».
A UNITA «quer desviar a atenção da opinião pública nacional e internacional dos problemas de forte contestação interna que o seu presidente está a sofrer e falta de capacidade de mobilização do seu eleitorado», apontou.
Os presidentes da União Nacional para Independência Total de Angola (UNITA), Adalberto Costa Júnior, do Bloco Democrático (BD), Justino Pinto de Andrade, e o coordenador do projecto político do Partido do Renascimento de Angola – Juntos por Angola – Servir Angola (PRA-JA Servir Angola), Abel Chivukuvuku, promoveram quarta-feira (10), uma conferência de imprensa conjunta, em Luanda, na qual apresentaram uma «Declaração Política Conjunta sobre a Revisão Constitucional Pontual» anunciada na passada semana pelo Presidente angolano, João Lourenço.
Defenderam que a revisão constitucional deve consagrar, como ponto de partida, a «eleição directa e livre» do Presidente da República por todos os cidadãos nacionais, que têm hoje consciência de que o actual modelo de eleição do Presidente «é atípico e discriminatório».
Abel Chivukuvuku acusou o MPLA de ser um «partido de truques e que nunca ganhou eleições», considerando que a proposta de revisão constitucional é «um mero exercício de cosmética» que «contém armadilhas».
O líder do BD considerou, na ocasião, que o MPLA «deve fazer uma cura de oposição para limpar a corrupção em si instalada», enquanto a UNITA apontou a «impopularidade» dos «camaradas» do MPLA como fundamento da revisão constitucional.
«Não faz sentido, três anos depois, Abel Chivukuvuku reivindicar questões que já foram ultrapassadas do ponto de vista legal, eleições que foram legitimadas não só pela comunidade internacional mas também pelas instâncias de direitos e políticas nacionais», notou o porta-voz do MPLA. E adiantou: «até porque até agora [o PRA-JA Servir Angola] não conseguiu passar de um projecto e o Bloco Democrático, estando em fase moribunda, quer atrelar-se a essas forças no sentido de garantir a sua sobrevivência política», afirmou o porta-voz do MPLA.
Albino Carlos negou igualmente a alegada impopularidade do seu partido e do seu líder e Presidente angolano, João Lourenço, afirmando que o MPLA «não vive de sondagens». A melhor sondagem, considerou, «será no dia das eleições quando o povo angolano escolher aquele partido que melhor está capaz, melhor está identificado com os problemas do povo angolano».
Para o político do partido no poder em Angola, os argumentos da oposição traduzem-se numa «preparação psicológica destes no sentido de justificaram à população a mais do que evidente derrota nas próximas eleições gerais». (In Lusa)

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