Início Política “Marimbondos” inovam nas tácticas e usam cofres privados e contentores para esconder valores roubados ao Estado

“Marimbondos” inovam nas tácticas e usam cofres privados e contentores para esconder valores roubados ao Estado

por Redação

As últimas notícias dando conta que o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, está a ser investigado em Portugal por «branqueamento de capitais e por alegados negócios ilícitos ligados ao sector que dirige», bem como da detenção, também naquele país, do antigo PCA da TCUL, Abel António Cosme, arrolado no ‘caso CNC’ e fugitivo da justiça angolana, estão a criar pânico nas elites do poder em Angola, sobretudo em meios que se valem de Portugal e outros países «como ‘porto seguro’ para abrigarem-se e ‘esconder’ o produto dos seus roubos».

Santos Pereira

Como se tem dito, os indivíduos que, durante décadas, delapidaram o erário público em proveito próprio e mergulharam o país na desgraça e miséria, assim como os que ainda nos dias actuais continuam com as mesmas práticas, têm inovado nas suas estratégias para continuar a usufruir livremente o produto dos seus crimes, enganarndo as autoridades e o Estado, furtando-se às acusações e continuando impunes.
Para tal, esse bando de larápios nas vestes de governantes, entre outros dirigentes, não se cansam de inovar nas suas tácticas para prejudicar o Estado e o povo angolano.
Algumas formas para enganar tudo e todos, que já data de um tempo a esta parte, passa pelo aluguel de cofres privados em bancos comerciais, desses que servem para guardar bens privados como jóias, documentos importantes e/ou sigilosos e até mesmo grandes quantias monetárias.
Diante da carência em divisas que afundou o país em grandes dificuldades, criadas pelas sucessivas pilhagens que o Estado sofreu por muitos anos, os ditos ‘marimbondos’, para se furtarem igualmente do combate à corrupção, optaram em usar os referidos cofres privados para guardarem elevadas somas em divisas. Sempre que se necessite de valores em divisas, com o objectivo também de criar embaraços no mercado, é só recorrer ao seu cofre privado e, no maior sigilo, retirar o necessário, assim como também continuar a esconder mais.
Segundo analistas, essa forma de guardar dinheiro em cofres privados alugados é contra o sistema bancário vigente no país, mas os bancos comerciais têm facilitado a situação, sem que a fiscalização do Banco Nacional de Angola (BNA) se intrometa ou faça algo para estancar o ilícito.
Outra forma de esconder os valores roubados é o uso de contentores, escondidos em diversas propriedades desses indíviduos, geralmente geridas por ‘testas de ferro’, como quintas ou fazendas, armazéns, caves de residências, etc.
Enquanto isso, o Estado vai gastando enormes quantias para desvendar possíveis esconderijos de valores surripiados ao erário público, dentro e fora do país, quando, na realidade, muitos desses valores estão escondidos bem aqui, debaixo do nosso nariz.
Há muito que diversas vozes da sociedade, assim como a comunicação social, têm alertado as autoridades em geral, sobretudo a PGR, para este facto, porém, ao que se apurou, tem-se feito pouco caso do assunto, situação que vai motivando interpretações sobre a existência de corrupção nos próprios meios judiciais, ou seja, supõe-se que alguns funcionários, entre procuradores, estejam a aceitar subornos para ignorarem determinados casos!

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