Início Política Manuel Rabelais pede clemência e ajuda aos jornalistas que sempre avacalhou

Manuel Rabelais pede clemência e ajuda aos jornalistas que sempre avacalhou

por Redação

Manuel Rabelais está a ver a sua situação a ficar mais complicada, atendendo que alguns dos seus comparsas no tempo das “vacas gordas”, estão a demarcar-se e a imputar-lhe a autoria de todos os crimes de que é acusado e muito mais.

Santos Pereira

Esquecendo-se da arrogância e autoritarismo com que tratava os jornalistas, muitos dos quais foram humilhados por ele, principalmente quando tinha o “rei na barriga”, agora vem com “hipócrita humildade”, na maior falsidade pedir tréguas e compreensão aos que já diz serem seus “colegas”.

Como tem sido dito por analistas atentos ao percurso de Rabelais, enquanto gestor público, o indivíduo «é um mentiroso compulsivo» e um «calculista frio» que não demonstra qualquer arrependimento pelos graves prejuízos que causou ao país. «Entre mentiras e verdades, Manuel Rabelais está a fazer uma ‘jogada’ que visa baralhar os factos e criar dúvidas sobre as acusações de que é alvo».

Enquanto director da RNA, ministro da Comunicação Social e director do extinto GRECIMA, Manuel Rabelais fez-se rodear por um grupo de indivíduos de mau carácter, bajuladores de meia-tigela, “moços de recados”, executantes de falcatruas e de todo o trabalho sujo.

Eram esses indivíduos que “avacalhavam” os profissionais da comunicação social a mandato de Rabelais, quando alguém não se dobrasse aos seus caprichos ou criticasse aspectos da sua gestão.

Para tal, Manuel Rabelais gastava avultadas somas para garantir a fidalidade desses seus capangas, a quem, além de dinheiro, oferecia meios como viaturas, residências, viagens, entre outras benesses.

Igualmente, a coberto de um suposto «lançamento da ‘boa imagem’ de Angola no mundo», gastou somas milionárias para pagar ditos jornalistas e/ou agências de informação, em detrimento da classe no país, carente de diversos meios, com profissionais a ‘mendigar’ por melhores condições, principalmente os da imprensa privada, que foram vendo os preços do material a agravar-se todos os dias, as gráficas a fechar por carência, assim como os respectivos órgãos, entre tantas outras incoerências, enquanto Manuel Rabelais enchia os seus bolsos e os de gente que nenhuma ligação tinham com a comunicação social angolana e nem sequer conheciam algo de Angola.

É este Manuel Rabelais que sendo o principal arguido do “Caso GRECIMA” está a pedir tréguas aos jornalistas no tratamento de matérias ligadas ao processo judicial a que responde na Câmara Criminal do Tribunal Supremo.

Com o maior cinismo e falta de vergonha, no final da última audiência antes da pausa para o carnaval, Rabelais dirigiu-se aos jornalistas que cobrem o  mediático julgamento «com termos humildes e palavras de clemência», para que lhe seja dado um tratamento mais brando e menos agressivo nas peças jornalísticas.

Para tal, chegou ao ponto de realizar uma “pequena conferência” no corredor do Tribunal Supremo, pedindo aos jornalistas para que «não se esqueçam que somos colegas. Eu também sou jornalista. Fui director da RNA e ministro da Comunicação Social», solicitou com a maior “cara de pau”.

Diversos órgãos de comunicação social, públicos e privados, são acusados de atingir Manuel Rabelais, revelando em diversas matérias detalhes delituosos da sua trajectória enquanto governante e gestor público.

 Os arguidos, Manuel Rabelais e Gaspar Santos, são acusados de um desfalque ao Estado de 98.141.632 euros na gestão do GRECIMA. Manuel Rabelais teria usado os seus poderes no GRECIMA para adquirir junto do Banco Nacional de Angola (BNA) divisas que eram canalizadas para alguns bancos comerciais, entre outros crimes.

Porém, os analistas questionam o facto de o dito Gabinete de Revitalização e Execução da Comunicação Institucional e Marketing da Administração (GRECIMA), durante a sua vigência, ter-se assumido como um “super ministério” da Comunicação Social, a pontos de ofuscar o próprio ministério e manejar somas monetárias superiores à que era cabimentada àquele pelo OGE.

Pelo que se tem revelado no julgamento, salta à vista que o GRECIMA era um órgão que estava mais preocupado em “sugar” dinheiros do erário público, cujos fins reais começam a ser revelados pelos diversos declarantes ao Tribunal.

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