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Manuel Homem nega censura nos órgãos de informação públicos

por Redação

O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, garantiu quinta-feira (08), «não existir qualquer censura nos órgãos públicos e privados» confiscados pelo Estado.

Tais declarações foram proferidas durante a sua dissertação aos jornalistas no final da cerimónia de lançamento da Plataforma do Ensino a Distância do Instituto de Telecomunicações de Luanda (ITEL) e de uma biblioteca virtual da instituição do ensino médio.
«Eu não sei do que é que estamos a falar, nós ainda não assistimos nada relacionado com censura nos órgãos públicos ou privados,portanto esta é uma matéria que tem sido desenvolvida de forma intencional para prejudicar todo um trabalho que o executivo tem estado a fazer de reforma na comunicação social», afirmou o responsável.
Vale recordar que o especialista em economia e jornalista, Carlos Rosado de Carvalho, voltou a ser barrado numa estação de televisão angolana, desta vez na PalancaTV, cinco dias depois de ter sido impedido de abordar o caso Edeltrudes Costa na TV Zimbo.
Na TV Palanca, o jornalista foi impedido de participar num debate. Curiosamente, os dois órgãos estão sob tutela do Estado.
«Carlos Rosado de Carvalho not», é a descrição da legenda do programa onde a cara do jornalista especializado em questões económicas aparece com um X. Participaria de um debate sobre «Ambiente de Negócio em Angola», quando, à última hora, foi-lhe comunicado, sem justificação, que não participaria.
A nova barra ocorre depois de ter sido impedido pela TV Zimbo de falar sobre o caso Edeltrudes Costa, chefe do Gabinete de João Lourenço, envolvido em contratos celebrados com o Estado, do qual renderam milhões que foram usados na compra de casa e barcos de luxo em Portugal.
Curiosamente, as duas televisões, apreendidas este ano, estão sob domínio do Estado angolano por terem sido constituídas com fundos públicos.
Recorde-se que, recentemente, o jornalista foi nomeado pelo Presidente da República ao Conselho Económico e Social.
Na rede social Facebook e Twitter, o jornalista escreveu: «Fazer o quê?» JK

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