Início Política Magistrados demitem-se – “Barco” de Joel Leonardo está a “afundar”

Magistrados demitem-se – “Barco” de Joel Leonardo está a “afundar”

por Redação

Como tem sido exaustivamente noticiado, nos últimos dias, muitas são as acusações feitas contra o Juíz Joel Leonardo, Presidente do Tribunal Supremo (TS) e do Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ). Ao que se pode deduzir das diversas informações e/ou acusações, o Presidente do TS e do CSMJ é um mentiroso, manipulador, aproveitador, tem participação em associação criminosa, não respeita a lei e a Cosntituição, em suma é um potencial criminoso.

Santos Pereira

Como se não bastasse, Joel Leonardo instalou no Tribunal Supremo e no próprio Conselho Superior da Magistratura Judicial o sistema de “caça às bruxas”, principalmente contra colegas que não se reveem nas suas falcatruas, respeitam a lei, honram o seu trabalho de acordo com os preceitos e não se deixam subornar.
Por esses e outros motivos, está a reinar no Tribunal Supremo um clima de insatisfação, a pontos de alguns magistrados, que não concordam com as atitudes do juíz Joel Leonardo, estarem a pedir demissão.
Na instituição diz-se que o homem está a ficar sozinho, porque os principais colaboradores e pilares da sua gestão o estão a abandonar, o que seria motivo para que Joel entendesse que tem estado do lado errado da história da justiça angolana.
Recentemente, apresentaram cartas de demissão Fuck João e Abilio Montenegro, respectivamente, secretário-geral e director do Cerimonial, representando novas adições no já vasto conjunto de reclamações e prova mais que evidente da insatisfação que se vive no “reino” do Presidente Joel Leonardo.
Por outro lado, fala-se à boca cheia nos corredores das instâncias judiciais do país, sobre a desconfiança do real nível académico, cultural e intelectual de Joel Leonardo, face à insegurança que apresenta nas suas decisõese no desempenho do seu cargo.
Essa insegurança traduz-se também na atitude comportamental de trabalhar apenas com os seus parentes ou com aqueles de menor nível intelectual.
Como tem sido propalado, Joel Leonardo tornou -se alérgico a tudo e às opiniões dos colegas, resultando que, muitos dos que trabalharam com o juíz Rui Ferreira, tenham chegado rapidamente à conclusão de que o barco está a afundar-se, resolvendo assim abandoná-lo quanto antes.
Acusa-se ainda que Joel Leonardo é um indíviduo de “maus fígados”, cuja insaciável ambição é o de ser, até ao final do seu mandato, “mais rico” que o seu antecessor, Rui Ferreira.
O seu “comparsa” João Paulo de Morais, que o ajudou mentir no parlamento, afirmando que não havia pendências na câmara em relação a demais candidatos que reclamavam contra o “escolhido” Manuel Pereira da Silva “Manico” para liderar a Comissão Nacional Eleitoral (CNE), está na “rua da amargura”.
A actuação do Presidente do Tribunal Supremo, Joel Leonardo, pela sua relação com factos lesivos ao Estado, pela fragilidade com que se apresenta e pela sua fraqueza na interpretação jurídica e sua hermenêutica, tem sido mais um assunto lamentável que conspurca o sistema de Justiça em Angola, que tem sido sistematicamente criticado, e até enxovalhado, por diversas entidades e pela sociedade em geral, pelo mau trabalho que alguns magistrados e pessoal afim, caso do próprio Joel Leonardo, que usam e abusam do poder judicial prestam, em meio a sentimentos de parcialidade no julgamento e/ou condenação dos casos, a pontos de estar instalado no sistema a “caça às bruxas”, não só a determinados acusados, mas até aos próprios colegas.
Assim sendo, pela reincidência de fraudes criminosas de que é acusado o presidente do TS, a sociedade angolana não compreende como é que, numa altura em que o sistema de Justiça está no foco da opinião pública por alegadas práticas negativas, o mais alto órgão da Magistratura seja dirigido por um indivíduo que já deu provas de incompetência e de malandrice, considerado mesmo pelos seus colegas como um grande criminoso, espezinhador da lei e da Constituição da República de Angola, que manipula e mente descaradamente, sem qualquer pejo, a órgãos de soberania como a Assembleia Nacional (AN) e o Presidente da República (PR).
Os angolanos exigem do mais alto mandatário da Nação, o Presidente João Lourenço, também ele enganado e induzido em erro por este criminoso, que ponha cobro às maquiavelices de Joel Leonardo o mais rápido possível, porque a situação está a tornar-se dramática!
Recorde-se que, entre as muitas informações dos crimes que são apontados a Joel Leonardo, destaca-se o escândalo, bastante mediatizado, sobre a condução do concurso para liderança do Supremo em que favoreceu abertamente Manuel Pereira da Silva “Manico”, num acto muito criticado pela oposição e por analistas do panorama político nacional, que consideraram os juízes do CSMJ de condicionarem a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) para proveito pessoal.
A CNE tem em época de eleições um orçamento de cerca de 700 milhões de dólares, e é nestes períodos que “Manico”, ao tempo que dirigia a Comissão Provincial Eleitoral (CPE) de Luanda, tirava proveito pessoal com a sobrefacturação dos contratos envolvendo empresas de amigos.
Segundo notícias que circularam na altura, para viabilizar a tomada de posse de Manuel Pereira da Silva no cargo de Presidente da CNE, o Presidente do Tribunal Supremo (TS) escreveu ao Presidente da Assembleia Nacional, Fernando Dias dos Santos “Nandó”, informando que já não havia no TS acções judiciais pendentes de resolução.

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