Início Política Luta contra à corrupção-Delapidadores do erário procuram macular acção da IGAE

Luta contra à corrupção-Delapidadores do erário procuram macular acção da IGAE

por Redação

Quando o Presidente da República, João Lourenço, reafirmou no primeiro discurso sobre o Estado das Nação, de que o combate à corrupção seria um processo para levar até ao fim do seu mandato, um grupo restrito de “privilegiados do saque erário” do passado não terá levado a sério compromisso que este assumiu, na Assembleia Nacional, perante ao povo que o elegeu.

No ar, como na anterior gestão do país, com José Eduardo dos Santos ao leme de ‘todas as jogadas de bastidores”, ficou-se a sensação de tratar-se de mais uma discurso em lugar-comum e mais uma velha ladainha para distrair os eleitores. Na verdade, não era mais discurso. Era um compromisso de Estado, para, em definitivo, mudar a imagem de o mundo tem de Angola, melhorando as condições de vidas do povo.

“A anterior situação beneficiou muita gente de dentro e de fora que obviamente não está satisfeita com o actual quadro e, por isso, luta com todas as forças para ver se ainda possível voltar a reinar no paraíso e usam todos os meios para descredibilizar o processo em curso”, disse, recentemente, João Lourenço.

O Presidente da República reconheceu, à partida, que para se combater à corrupção é fundamental que se tem instituições, judiciais e do Estado, fortes, independentes e organizadas, na fiscalização da gestão do erário e normas consagradas na Constituição. E sabia as razões: “Se deixássemos a festa continuar talvez viessem morrer de congestão de tanto comer”, disse.

“É evidente que a perda repentina dos direitos abismais que alguns pensam ser um direito divino inquestionável, tinha de criar resistência organizada na tentativa de fazer refrear o ímpeto das medidas em curso”, disse o Presidente.

Nesta cruzada, contra um dos maiores males que afecta o desenvolvimento de qualquer sociedade, entra a Inspecção da Administração do Estado (IGAE), como guardião dos bens público, cujos resultados da sua acção tem causado, como disse o próprio João Lourenço, “resistência organizada” nas hostes daqueles que tinham as portas do dinheiro fácil escancarada.

A retomada de notícias de 2015, citando o actual inspector-geral do Estado, Sebastião Ngunza, quando este não fazia parte dessa instituição, à época liderado por Joaquim Mande, visa, por todas as vias, macular a actuação desse organismo, cujos “patrocinadores” estão identificados, que são os delapidadores do erário, deixando o povo no abismo devido à ganância e gula.

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