Início Política Juiz do Tribunal Supremo de Angola acusa o presidente do órgão de perseguição e má-fé

Juiz do Tribunal Supremo de Angola acusa o presidente do órgão de perseguição e má-fé

por Redação

O juiz conselheiro do Tribunal Supremo (TS) de Angola, Agostinho António Santos, diz que o presidente do TS, Joel Leonardo, o persegue por denunciar irregularidades na escolha do presidente da Comissão Nacional Eleitoral

O juiz Agostinho António Santos, que foi recentemente suspenso pela comissão permanente do Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ), acusa o presidente daquele orgão, juiz conselheiro Joel Leonardo, de perseguição para o impedir de lutar contra o processo que o excluiu da corrida à presidência da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), cujo escolhido foi Manuel Pereira da Silva.

O juiz admite continuar a lutar até ao fim deste processo. «Não é um processo normal, basta notar que o presidente Joel é o presidente do CSMJ, e foi presidente do concurso à CNE. No fundo, a questão de fundo é o processo da CNE, estão a fazer com que aquele processo não chegue ao fim, mas há de chegar ao fim», afirmou Agostinho António Santos, em entrevista à VOA.

Ele garante, no entanto, ter «fé no cumprimento da Constituiçao e da lei, mesmo alguns não querendo que isso aconteça».

Com a suspensão por seis meses, Santos perde o direito à remuneração e à contagem desse período para a antiguidade na carreira, sendo-lhe também vedado o acesso às instalações do TS.

A suspensão aconteceu depois de o juiz conselheiro Agostinho António Santos ter manifestado publicamente a sua discordância sobre a escolha de Manuel Pereira da Silva “Manico” para a presidência da CNE e denunciado alegadas irregularidades, inclusive a invasão ao seu gabinete.

«Foram arrombadas as duas portas do meu gabinete, sim, no entanto, os serviços de investigaçao criminal estão a trabalhar no assunto», disse.

Manuel Pereira da Silva “Manico” tomou posse como presidente da CNE em Fevereiro do ano passado, mas a sua escolha foi, e continua a ser, fortemente contestada pela oposição e

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