Início Política João Baptista Borges permanece intocável e acusações contra si terão sido diluídas

João Baptista Borges permanece intocável e acusações contra si terão sido diluídas

por Redação

Continua a pairar o silêncio de quem de direito à volta da incómoda situação envolvendo o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, alvo de um inquérito em Portugal, conforme notícias que circularam recentemente, entre outras acusações de que o mesmo tem sido alvo.

Japer Kanambwa*

Enquanto o “lobo continua adormecido”, João Baptista Borges tem efectuado diversas actividades pelo país no que toca à esfera que dirige, destacando-se a informção de que vai avançar com o concurso para a construção da ligação eléctrica entre a província de Cabinda e a barragem de Inga, na República Democrática do Congo (RDC), através de Boma e Moanda.
De acordo com fontes geralmente bem informadas, o concurso é limitado, por prévia qualificação, sendo referente à construção e fiscalização de uma linha de transporte de electricidade de 220 Kw e respectivas subestações.
Inserindo-se no acordo – quadro entre Angola e a RDC para cooperação no sector da energia eléctrica, o Presidente da RD Congo, Felix Tshisekedi, elege como prioritário o projecto da nova hidroeléctrica Inga 3, que terá uma capacidade de produção de 11 GW e busca financiamento internacional.
A Agência para o Desenvolvimento e Promoção da Grande Inga (ADPI) avalia o projecto em 14 mil milhões de dólares, prevendo iniciar a construção ainda em 2021. Porém, ainda não estão confirmados acordos de financiamento nem de fornecimento de electricidade a preços pré-determinados.
Dado o elevado investimento necessário, a que se somarão os custos de interligação, a viabilidade do projecto é ainda considerada duvidosa.
Entre os países mais interessados no projecto estão a África do Sul, devido ao seu défice crónico de produção de electricidade, países-vizinhos como Angola, e ainda algumas indústrias que pretendem instalar-se em Inga, caso da empresa chinesa Chalco (fundição de alumínio) e mineradoras do Katanga.
Apesar dos pesares, a sociedade continua expectante em relação às acusações que chegaram à público contra a figura de um dos mais importantes ministros do Executivo angolano que, sendo conspurcada, também suja a imagem do Governo e do país, lança suspeições sobre a lisura com que serão efectuados os concuros e/ou projectos.
Recorde-se que a TVI24, televisão portuguesa, divulgou recentemente uma reportagem revelando que o Ministério Público (MP) de Portugal abriu um inquérito a João Baptista Borges por suspeitas de branqueamento de capitais e mostra como o ministro e vários elementos da sua família se envolveram em negócios ligados ao sector da energia em Angola, que passaram pela banca portuguesa. *(Com agências)

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