Início Política João Baptista Borges assina nos EUA memorando para electrificação plena de quatro províncias

João Baptista Borges assina nos EUA memorando para electrificação plena de quatro províncias

por Redação

O ministro da Energia e Água, Eng. João Baptista Borges, integrou a delegação do Presidente da República, João Lourenço, na viagem aos Estados Unidos, passando primeiro por Washington e depois em Nova Iorque, e realizou diversas actividades que culminaram na assinatura de acordos relevantes para o sector que dirige

Em Washington, numa cerimónia que contou com a presença do Presidente João Lourenço, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, assinou um memorando de entendimento entre o governo angolano e a companhia norte-americana Sun Africa, do sector das energias renováveis, para a electrificação plena de quatro províncias – Namibe, Cuando Cubango, Huíla e Cunene.

Segundo o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, que assinou o documento pela parte angolana, na presença do Presidente da República, João Lourenço, o objectivo é fornecer energia eléctrica e água à população e potenciar o surgimento de empreendimentos económicos.

“A electrificação vai ser feita quer por soluções convencionais, com a extensão de linhas e a construção de subestações, quer utilizando energia solar, área em que os Estados Unidos da América são um dos países líderes em instalação desses sistemas, principalmente nas regiões recôntidas, onde essa solução é a mais disponível e acessivel”, afirmou.

O projecto, acrescentou, inclui também a instalação de sistemas de abastecimento de água.

Segundo o ministro, a  “Sun Africa” vai mobilizar os recursos financeiros junto do EximBank dos EUA, para cobrir as necessidades do projecto, que vai atender uma vasta área do sul do país, onde há grande dispersão populacional e enormes dificuldades em fazer chegar energia eléctrica e água.

Assim que forem assinados os contratos, referiu João Baptista Borges, será definido o período de execução, sublinhando que pela experiência que tem de outros trabalhos com a “Sun Africa”, como a construção em curso de parques fotovoltaícos em Banguela, o presente projecto poderá ser implementado em dois anos.

De acordo com o governante, o memorando é reflexo da importância que os EUA atribuem à cooperação com Angola, a credibilidade que merece actualmente o país junto das instituições financeiras americanas e também demonstração da prioridade que o Executivo angolano dá à expansão do acesso à energia eléctrica e à água.

O ministro acrescentou que a electrificação das provícias vai ser feita “com base em soluções de energia renovável” e apontou projectos de energia solar, lembrando que essa forma de energia limpa está já a ser produzida em Benguela.

A companhia norte-americana, com quem o governo angolano vai trabalhar em parceria, prevê obter um financiamento junto do Exim Bank – vocacionado para o apoio às exportações – dos Estados Unidos. O projecto está avaliado em cerca de 1,5 mil milhões de dólares.

O momento aconteceu no final do fórum de investimentos que se realizou na capital norte-americana, numa inciativa da Câmara de Comércio dos Estados Unidos (US Chamber Of commerce)  com a sua filial em Angola, a Câmara de Comércio americana em Angola (AmCham-Angola).

Relativamente à mesa redonda, o presidente da Câmara de Comércio EUA-Angola, Pedro Godinho, fez um balanço positivo, sustentando que muitas empresas americanas que antes não participavam em eventos de Angola estiveram “em peso” no evento.

Godinho justificou essa mudança de comportamento com as reformas em curso em Angola, principalmente o combate à corrupção, bem como a credibilidade que o país passou a granjear junto de instituições como o Fundo Minetário Internacional e o Banco Mundial.

                                                                                                                                              (Com agências)

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