Início Política General Wala “borra a escrita” escandalosamente e EMG-FAA instaura processo

General Wala “borra a escrita” escandalosamente e EMG-FAA instaura processo

por Redação

As atitudes de prepotência, arrogância, abusos e desmandos do tenente-general Simão Carlitos Wala são por demais conhecidas na sociedade angolana e, ao longo dos tempos, têm sido sistematicamente contestadas pelos cidadãos.

Mwanza Mukondolo

Notícias postas a circular nas últimas horas dão conta de que o tenente-general Simão Carlitos Wala, uma vez mais, “borrou a escrita” de forma estrondosa em público.

Segundo testemunhas no local, o incidente aconteceu no domingo, 28 de Fevereiro, em um dos restaurantes da Xikala, onde o “general” Wala acompanhado por uma comitiva se fez presente. Ao ver uma jovem sentada numa das mesas, Wala “solicitou” que a mesma se sentasse na mesma mesa que ele, tendo a mulher recusado o seu pedido.

Diante da recusa, o “general”, frustrado por ver satisfeito o seu desejo, levantou-se de forma intimidatória e arrogante, ameaçando a jovem de prisão, na sua opinião “em flagrante”, por ter “faltado ao respeito a um general (angolano) perante um estrangeiro”.

Assim sendo, o público presente, solidários com a jovem e contra as atitudes despropositadas de Wala, que espumava de raiva, começaram a filmar a cena e a mandar mensagens.

Os comentários à volta do assunto referiam-se às atitudes do “general” Wala como mais uma prova de como os ditos “poderosos” de Angola e integrantes do regime do MPLA não passam de tiranos, opressores do povo que deviam defender, mas apenas espezinham e querem submeter aos seus caprichos.

 Ao longo dos anos, são muitos os casos criminosos imputados ao “general” Wala, que vão do uso e abuso de poder, ao esbulho de terras e de propriedades de cidadãos, passando pela prepotência, intimidação, prisões arbitrárias e até assassinato.

Julgando-se um “herói todo-poderoso” e “intocável”, os excessos e arbitrariedades de Wala tomaram proporções alarmantes quando foi comandante da Guarnição Militar de Luanda, época em foram registados diversos casos arrepiantes contra cidadãos indefesos.

As suas atitudes têm sido consideradas como de desrespeito às leis do país, de que se julga superior, e de autêntico desprezo pela honra e dignidade das forças armadas, sujando a farda que enverga, as suas insignías e os símbolos do País.

Para os cidadãos, há muito que Wala devia ter sido chamado à razão, julgado e condenado, de acordo com as leis vigentes no país e nas Forças Armadas Angolanas (FAA).

Enquanto isso, O Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas (EMG-FAA), devido aos acontecimentos do passado dia 28 de Fevereiro, que envolveu o tenente-general Simão Carlitos Wala, informa que foi instaurado o competente processo pelo Conselho Superior de Disciplina Militar, para apurar os factos que estiveram na base de tal situação.

Segundo fontes militares que revelaram a posição do EMG – FAA, citadas pelo “Na Mira do Crime” da acção, poderá resultar a devida responsabilização, por tratar-se de um assunto público que merece o devido esclarecimento, sublinhando que as Forças Armadas Angolanas têm uma relação salutar com o povo angolano de que são oriundas e vão continuar a defender os legítimos interesses da Nação, incluindo o direito à Justiça.

Apela-se, por isso, à sociedade, “a manter-se calma e não deixar-se levar pela carga informativa com tendência especulativa das redes sociais, pois já foram suprimidas como providências obrigatórias».

Que se ponha côbro aos excessivos desmandos do “camarada general” Wala é o que a sociedade espera!

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