Início Política Gabarolices e deméritos do Sr. Porfírio

Gabarolices e deméritos do Sr. Porfírio

por Redação

Foi publicada por este jornal, no dia 24 do corrente mês, uma matéria intitulada «Rosa Pacavira é mais uma golpista a ser julgada», sobre a gestão danosa a que o Ministério do Comércio esteve submetido quando a referida senhora, Rosa Pacavira, foi ministra.

No decorrer do texto é mencionado o nome «Porfírio», como «o seu ‘testa de ferro’ e do primo Jofre Van-dúnen», entre outras menções.
Na sequência, foi imediatamente posto a circular nas redes sociais e também publicado pelo nosso confrade “Club K”, uma dita «Nota de esclarecimento público – Direito a resposta ao Jornal 24 Horas na Internet Porfírio», assinada por Porfírio Muacassange, visando, cita-se, «repudiar energicamente a notícia veiculada pelo jornal 24 horas que circula pela internet contendo uma informação caluniosa segundo a qual consta que sou testa ou fui testa de ferro da Ex – Ministra Rosa Pacavira e que terei trabalhado com a referida antiga membro do Governo na Casa Civil na Secretaria para os Assuntos Sociais, afirmando ainda, que tenha beneficiado de uma oferta da mesma de uma Casa de 3 Milhões de dólares».
A nota prossegue em meio a desmentidos e fanfarronices como: «quando fui para o Ministério do Comércio já tinha a minha moradia a Ministra nunca me ofereceu casa alguma. Não tenho pais de elite, mas com esforço, sacrifício e abnegação pisei o palco de Universidades que integram o Top 10 do Ranking Mundial», discorrendo por argumentações e gabarolices sobre a sua formação académica ao ponto de fazer crer que é «o melhor estudante do mundo» e que possui as mais fantásticas formações internacionais, além de, como sublinhou, «outras formações profissionais adicionais de revelo que aportam um currículo invejável para alguém que saiu do mato do leste de Angola e posicionou-se como autoridade técnica e profissional em Economia e Gestão no meio Luandense onde é difícil sobreviver para quem vem do leste».
Assim sendo, importa esclarecer que, primeiro, no artigo em questão faz-se referência apenas a Porfírio e não a Porfírio Muacassange. Ao reagir prontamente à notícia a pontos de perceber que o Porfírio mencionado é ele, Muacassange, então também reconhece que de facto esteve envolvido com a ex-ministra Rosa Pacavira. Sa ajudou ou não nas suas “engenharias”, são «águas de outro moínho».
Segundo, alguém que possui as maiores formações académicas do mundo, muito embora tenha vindo do mato do leste, como ele próprio diz, devia saber que o «direito de resposta» deve ser pedido ao órgão que publicou a matéria.
Terceiro, a referência aos actos e crimes praticados por Rosa Pacavira, incluindo o nome Porfírio, constam em várias publicações saídas a público antes e depois da mesma ter sido exonerada. O 24 Horas apenas retomou algumas dessas referências que, aliás, já foram publicadas pelo mesmo em 2019 no formato físico, ou seja, impresso em papel.
É de supor que, nessa altura, imbuído do «espírito de intocável» que anima(va) tanto os governantes como os seus colaboradores (comparsas), não foi motivo de preocupação. Ou então devia estar muito ocupado nas “mil e uma” universidades em que alega ter estudado e não se apercebeu, o que não fica bem para alguém que se diz muito bem informado.
Actualmente, o caso é diferente. Com o combate à corrupção e conexos a apertar, a sociedade a reclamar e os órgãos de Justiça afoitos em investigações e processos-crime, os sentidos estão alerta e todas as artimanhas têm que ser postas em acção para atrapalhar o curso das mesmas quanto aos factos e a verdade.
O que não colhe, é o sentido de auto-vitimização, de «tribalismo e regionalismo» a que faz constantemente alusão na sua nota, «por ser natural do leste de Angola», etc. Igualmente, ao dizer-se odiado por ser alguém do leste que venceu, entre outras lamúrias, em vez de um espírito culto e vencedor, infelizmente evidencia arrogância e baixeza de carácter.
Concordamos que os jovens angolanos devem aumentar o conhecimento científico, porque o nosso país precisa de quadros altamente capacitados, porém, sendo alguém, com tanta formação, tanta capacitação, tanto saber, o que faz realmente com tanta sabedoria? Já deveria constar do “Guiness Book” e o país beneficiar das especialidades de um cidadão tão prendado, que deveria ser o grande exemplo para os jovens angolanos e não só.
Um conselho «grande especialista»: com tantos canudos, tem que escrever e expressar-se muito melhor, não acha?

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