Início Política FNLA anuncia eleição do presidente por voto secreto, mas Lucas Ngonda poderá não recandidatar-se

FNLA anuncia eleição do presidente por voto secreto, mas Lucas Ngonda poderá não recandidatar-se

por Redação

Estão abertas as candidaturas para a presidência da Frente Nacional para a Libertação de Angola (FNLA). Vários nomes estão perfilados para a corrida ao cadeirão máximo, do «partido dos irmãos».

Entretanto, o actual presidente da FNLA e deputado à Assembleia Nacional, Lucas Ngonda, continua na incógnita. Ninguém sabe se vai concorrer, ou não, a mais um mandato. 

O secretário-geral da FNLA, Aguiar Laurindo, anunciousexta-feira (26), em Luanda, a eleição do presidente por voto secreto e directo, durante o V Congresso da organização, agendado  para Junho próximo.

Segundo o dirigente político, em conferência de imprensa sobre a realização do conclave, oportunamente será revelada a data de abertura das candidaturas, para todos aqueles com requisitos expressos nos estatutos do partido.

A FNLA realizou o seu IV Congresso Ordinário em 2015, mas, por razões de ordem técnica e funcional, não ocorreu o quinto, em 2019, conforme o preceito estatutário que obriga a sua realização em quadriénios.

Aguiar Laurindo deu a conhecer ainda que, a partir de sexta-feira, 26 de Março, a Comissão Preparatória do V Congresso entra imediatamente em funções para o trabalho organizativo, preliminar e logístico.

Pediu a mobilização de todos os militantes e simpatizantes, tendo em conta os desafios internos, de natureza organizativa, estrutural e funcional, bem como os ligados às eleições autárquicas e gerais que se avizinham. 

O responsável partidário embrou que recentemente a Assembleia Nacional aprovou, na geralidade, a Proposta de Revisão da Constituição, de iniciativa do Presidente da República, e a FNLA votou a favor, porque considera a mesma de interesse para todos os angolanos.

«Apelamos que o debate venha a ser patriótico e em consciência, para trazer mais elementos para além daqueles que já constam da proposta», defendeu.

O Tribunal  Constitucional legitimou os órgãos centrais saídos do IV Congresso de Fevereiro de 2015. A FNLA está representada no parlamento com um deputado. *(Com agências)

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