Início Política Exalgina Gâmboa e Manuel Nunes Júnior espezinham Lei da Probidade Pública e participam na exploração de diamantes

Exalgina Gâmboa e Manuel Nunes Júnior espezinham Lei da Probidade Pública e participam na exploração de diamantes

por Redação

A presidente do Tribunal de Contas, Exalgina Gâmboa, e o ministro da Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior,  estão envolvidos na exploração de diamantes na Lunda-Norte, através da empresa Hipergesta de que são accionistas

Nos termos da Lei da Probidade Pública vigente em Angola, há proibições legais que impedem os titulares de cargos públicos de exercer algumas actividades de carácter privado, sobretudo remuneradas, como por exemplo, a proibição de um membro do Executivo em exercer funções de gerência numa sociedade comercial.

Tal comportamento constitui uma flagrante violação à dignidade do cargo que ocupa e levanta muitas suspeições sobre a sociedade criada. Assim, deve haver uma clara separação entre a actividade pública e a actividade privada.

É nesta situação que estará a presidente do Tribunal de Contas, Exalgina Gâmboa, o ministro da Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, entre outros membros das elites no poder, que são accionistas e/ou proprietários de empresas que participam directamente em actividades económicas de grande vulto, um cenário que deixa a opinião pública com “pulgas atrás da orelha”.

O Projecto Lunhinga, na Lunda Norte, com uma área de concessão de cerca de 275 quilómetros quadrados, foi constituído há dois anos em substituição da antiga Sociedade Mineira do Camatchia-Camagico (Luó-SMCC).

O Camatchia é um kimberlito de diamantes em operação desde 2005, situado à cerca de 75 quilómetros do Lucapa, província da Lunda Norte, e a aproximadamente 80 quilómetros a norte da cidade de Saurimo, capital da província da Lunda Sul.

O Lunhinga, que explora diamantes no kimberlito de “Camatchia”, investiu cerca de 10 milhões de dólares, que serviram para recuperar mais uma central de tratamento (lavaria), paralisada há cinco anos.

De acordo com notícias a que se teve acesso, com a entrada em funcionamento dessa lavaria, em Setembro próximo, os níveis de produção poderão duplicar para perto de 20 mil quilates por mês, até 2022.

Em termos de stock, o Lunhinga conta com cerca de 500 mil quilates de diamantes e oito milhões de toneladas de minério em reservas provadas ao redor do kimberlito de Camatchia, que poderão ser exploradas num período de cinco anos.

Entretanto, refere-se que a sociedade mineira do Lunhinga tem na sua estrutura societária a Endiama – EP, com 92,5%, e a empresa Hipergesta, propriedade da presidente do Tribunal de Contas, Exalgina Gâmboa, e do ministro da Coordenação Econômica, Manuel Nunes Júnior, que edetem 7,5%.

Além de Manuel Nunes Júnior e Exalgina Gâmbia, a Hipergesta tem tambémna sua estrutura accionista diversas figuras das elites no poder, destacando-se Reis Júnior, antigo secretário do Conselho de Ministros.

É caso para se dizer que está-se diante de uma violação descarada da Lei e de um cenário de alta corrupção.

                                                                                                                               *(Com Lil Pasta News)

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