Início Política Empresário Kapaia tenta bajular João Lourenço para recuperar força perdida

Empresário Kapaia tenta bajular João Lourenço para recuperar força perdida

por Redação

O empresário Agostinho Kapaia está a tentar a todo custo bajular o Presidente da República João Lourenço, depois de ter perdido a simpatia e o poder de força que tinha junto do Chefe de Estado.

Japer Kanambwa*

De acordo com informações de alguns círculos empresariais em Angola, em causa está a sua ligação com um grupo Russo envolvido em vários escândalos internacionais.
Como é do conhecimento público, o empresário foi riscado recentemente de um concurso da Unitel, onde o mesmo queria, por todos meios, entrar, usando dinheiro do grupo Russo.
Contudo, uma ala da Sonangol convenceu o PR João Lourenço a não aceitar a sua entrada visto que o mesmo não tinha liquidez e, por questão de transparência, a sua presença em nada ajudaria na actual governação.
Agostinho Kapaia tem sido fortemente criticado a nível da Comunidade de Empresas Exportadoras e Internacionalizadas de Angola (CEEIA), que agrupa grandes e médias empresas angolanas activas em negócios e comércio internacional, organização que, de acordo com alguns colegas seus, abandonou e não presta contas a ninguém, estando mais preocupado em procurar formas de bajular o Presidente da República.
Sublinhe-se que, ainda no ano passado (2020), Kapaia foi apontado por ligações à empresa seichelense ‘Silicona Corp’ que, ao lado do controverso banqueiro suíço Marcel Krüse, haviam sido citados pelos ‘Panamá Pappers’, o conjunto de 11,5 milhões de documentos confidenciais de autoria da sociedade de advogados panamenha ‘Mossack Fonseca’, que fornecem informações detalhadas de mais de 214 mil empresas de paraísos fiscais offshore, incluindo as identidades dos accionistas e administradores.
Marcel Krüse, é um dos principais parceiros do empresário Jean-Claude Bastos de Morais, antigo ‘testa-de-ferro’ de Zenu dos Santos, filho do ex-Presidente José Eduardo dos Santos.
Natural do Huambo, Agostinho Kapaia conseguiu subir nas fileiras no mundo dos negócios em Angola graças às suas conexões no MPLA e à influência do seu tio, o empresário António Mosquito.
É o presidente do Conselho de Administração do ‘Grupo Opoia’, que opera nos sectores da construção, hotelaria, tecnologias de informação e energia.
Em 2019 foi notícia na mídia internacional quando foi citado como um dos empresários mais próximos da ‘entourage’ presidencial, interessados em comprar a participação de 25% que a brasileira Oi detinha na UNITEL.
O tema não passou de uma mera intenção, pois, os esforços que o mesmo empreendeu junto da banca e de alguns fundos de investimentos para captar os mil milhões de dólares, preço das acções, redundaram em fracasso. *(Com agências)

Poderá também achar interessante