Início Política Dois polícias demitidos por “infrações graves” nos incidentes de Cafunfo

Dois polícias demitidos por “infrações graves” nos incidentes de Cafunfo

por Redação

O inspector-chefe Eduardo Tomé e o agente Jonilto Txijica incorreram em «actos de ofensas corporais contra detidos e profanação de cadáver na invasão à esquadra de Cafunfo».

Com a demissão dos dois polícias, foi também exonerado o administrador municipal do Cuango, na província da Lunda Norte, situação que está a ser entendida por analistas como o reconhecimento de excessos na actuação das autoridades contra os manifestantes naquela região.

O governador da Lunda Norte, Ernesto Muangala, nomeou, na última sexta-feira (19), Gastão Cahata para o cargo de administrador do município do Cuango, em substituição de Guilherme Cango que, entretanto,não foi indicado para nenhum outro posto.

Os dois polícias, incluindo um inspector-chefe, envolvidos nos incidentes de 30 de Janeiro em Cafunfo, foram demitidos devido a «infracções disciplinares graves», nomeadamente ofensas corporais e profanação de cadáver, segundo um despacho do Comandante-Geral da Polícia Nacional angolana.

Segundo uma nota assinada por Paulo Almeida, o inspector-chefe Eduardo Tomé e o agente Jonilto Txijica incorreram em «actos de ofensas corporais contra detidos e profanação de cadáver, quando da invasão da esquadra policial de Cafunfo», a 30 de Janeiro.

Nesse dia, segundo a polícia, cerca de 300 elementos do ‘Movimento do Protetorado Lunda – Tchokwe’ tentaram invadir a esquadra, tendo sido mortas seis pessoas nos confrontos com as autoridades, que tentavam defender-se.

A versão oficial é contrariada por testemunhas locais, organizações não-governamentais e partidos da oposição angolana, que apontam para mais de 25 mortos, afirmando que se tratava de uma tentativa de manifestação pacífica.

Face às «infracções disciplinares graves» encontradas na actuação dos dois polícias, o comando-geral atribuiu aos mesmos a pena de demissão.

«Os efectivos demitidos devem fazer o espólio de todo o uniforme da Polícia Nacional de Angola, bem como os documentos de identificação policial» em sua posse, acrescenta o despacho. (In O

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