Início Política Dino e Kopelipa ouvidos no DNIAP-PGR podem apanhar 18 anos de prisão

Dino e Kopelipa ouvidos no DNIAP-PGR podem apanhar 18 anos de prisão

por Redação

O assunto mais badalado dos últimos dias e que está a causar grande expectativa em toda a sociedade angolana é sem dúvidas o caso dos generais Leopoldino do Nascimento “Dino” e Hélder Vicente Dias Júnior “Kopelipa”, que nesta terça-feira, 06 de Outubro, vão prestar declarações na Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP) da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Japer Kanambwa

Dino e Kopelipa são considerados como das personalidades mais poderosas de Angola, principalmente durante o regime liderado pelo ex-Presidente José Eduardo dos Santos. Desta feita, depois de muitas especulações, chegou o momento de começarem a prestar contas à Justiça.
É assim que, tendo sido constituídos arguidos no caso que envolve a construção de imóveis por uma companhia chinesa, são acusados de se terem beneficiado dos negócios que o Estado teve com a empresa China International Fund e vão ser ouvidos no âmbito do processo instituido.
Depois de ouvidos, aos dois serão aplicadas medidas de coação penal. Entretanto, sabe-se que os dois generais gozam de imunidades e não podem ser presos antes do despacho de pronúncia na fase de instrução contraditória.
Mas, de acordo com fontes do sector, diante destas e de muitas outras acusações de peculato, desvios de fundos públicos,tráfico de influência, branqueamento de capitais, associação criminosa, que muito lesaram o Estado angolano, perderão as imunidades, vão ser julgados e passíveis de serem condenados, numa moldura penal de até 18 anos de prisão.
Recorde-se que o general “Dino” foi Chefe de Comunicações do Presidente José Eduardo dos Santos e o general “Kopelipa” o seu ministro de Estado e chefe da Casa Militar.
Ao longo dos tempos, os dois delapidaram o erário público e constituiram bancos, empresas e muitos outros negócios, não só em Angola, mas sobretudo em muitos países estrangeiros. No caso em que vão ser ouvidos, beneficiaram de contratos assinados com a empresa chinesa no âmbito do extinto Gabinete de Reconstrução Nacional.
Entretanto, em Fevereiro deste ano, a PGR apreendeu em Luanda duas torres, com cerca de 25 andares, propriedades da empresa chinesa, de direito angolano, China International Fund (CIF).
Os edifícios denominados “CIF Luanda One” e “CIF Luanda Two” foram confiscados no âmbito da Lei sobre o Repatriamento Coersivo e Perda Alargada de Bens e da Lei Reguladora das Revistas, Buscas e Apreensões.
Uma semana antes, mais de mil imóveis no Zango Zero e Kilamba, construídos com fundos públicos e que estavam na posse de entidades particulares, também foram apreendidos.
De acordo com um comunicado publicado na ocasião, foram apreendidos 24 edifícios, duas creches, dois clubes náuticos, três estaleiros de obras e respectivos terrenos adjacentes, numa área total de 114 hectares localizados na urbanização Vida Pacífica, no distrito urbano do Zango, município de Viana, província de Luanda, assim como 1108 imóveis inacabados, 31 bases de construção de edifícios, 194 bases para construção de vivendas, um estaleiro e respectivos terrenos adjacentes numa área total de 266 hectares localizados no distrito urbano do Kilamba, Município de Belas, na província de Luanda.
Os imóveis arrestados pela PGR, estão avaliados em mais de 500 milhões de dólares. Dino e Kopelipa são apontados como os principais beneficiários.

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