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Cooperação bilateral nos direitos humanos entre Angola e EUA vai melhorar

por Redação

Angola e os Estados Unidos da América (EUA) concordaram em continuar a cooperação bilateral para apoiar os esforços dos angolanos contra a corrupção e aumentar a responsabilização pelas violações e abusos dos direitos humanos.

Francisco Queiroz, ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, assinalou que a tomada de posse do Presidente João Lourenço em 2017, marcou o «início de um novo ciclo político».
Angola e EUA acordaram «continuar a fortalecer» a cooperação bilateral para apoiar Luanda nos esforços contra a corrupção e abusos dos direitos humanos, segundo um documento divulgado quinta-feira (10)pelos dois países.
O acordo foi alcançado no terceiro «Diálogo Bilateral sobre Direitos Humanos», realizado no dia 1 deste mês e que reuniu representantes dos dois países, incluindo o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos de Angola, Francisco Queiroz, o subsecretário de Estado do Gabinete de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho norte-americano, Scott Busby, e a embaixadora dos Estados Unidos em Angola, Nina Maria Fite.
«Durante o diálogo, os dois países concordaram em continuar a fortalecer a cooperação bilateral para apoiar os esforços de Angola contra a corrupção, aumentar a responsabilização pelas violações e abusos dos direitos humanos, promover a governação democrática e apoiar as proteções dos direitos humanos e das liberdades fundamentais, incluindo os direitos à reunião pacífica e as liberdades de expressão, associação, religião ou credo», refere o comunicado conjunto de Washington e Luanda.
Scott Busby enalteceu o «progresso significativo» que o governo angolano tem feito para combater a corrupção, «incluindo investigações e acusações de actuais e antigos membros do Governo» e o novo código penal do país, que «aumenta as penas para governantes corruptos».
O representante norte-americano destacou que as futuras eleições autárquicas, as primeiras no país, «são uma oportunidade de Angola mostrar o seu compromisso em expandir a sua governação democrática».
Bubsy acrescentou que os desenvolvimentos positivos no campo dos direitos humanos em Angola podem ter efeitos duradouros para o povo angolano e para fortalecer o papel do país enquanto líder regional.
De acordo com o documento, Francisco Queiroz assinalou que a tomada de posse do Presidente angolano, João Lourenço, em 2017, marcou o «início de um novo ciclo político» que «trouxe garantias que os direitos humanos iriam receber mais atenção».
Apesar dos desafios, o ministro angolano assinalou que os direitos humanos constam na estratégia nacional do país enquanto um assunto de segurança nacional. O comunicado acrescenta que as duas delegações reafirmaram o seu compromisso em continuar estes diálogos no futuro. (In Lusa)

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