Início Política Comissão Política da UNITA confirma Congresso de 2 a 4 de Dezembro e suspendeu “militantes rebeldes”

Comissão Política da UNITA confirma Congresso de 2 a 4 de Dezembro e suspendeu “militantes rebeldes”

por Redação

A Comissão Política (CP) da UNITA confirmou que o XIII Congresso vai acontecer mesmo de 2 a 4 de Dezembro, numa reunião em que não se vai tolerar mais a interferência dos tribunais na sua actividade interna

Numa decisão tomada no domingo (28), com 175 votos a favor, 15 votos contra e três abstenções, foi confirmada a realização do Congresso de 2 a 4 de Dezembro, tendo a UNITA destacado, em comunicado, que “a autonomia dos partidos na gestão interna é assegurada pela Constituição da República de Angola e a Lei dos Partidos Políticos” e reiterou que não vai “tolerar mais a interferência de tribunas políticos”.

A CP também decidiu suspender os militantes que recorreram ao Tribunal Constitucional (TC) para inviabilizar a data do congresso, alegando que a reunião da Comissão Política realizada a 20 de Outubro e que marcou a reunião magna do partido foi um “arranjo de amigos” e feita sob um ambiente de “intimidação”.

Antes, foram apresentados relatórios da Comissão de Ética e Decoro sobre “certas atitudes pouco abonatórias” de alguns membros e da Comissão Nacional de Jurisdição sobre os processos disciplinares que envolvem outros membros e, segundo comunicado da UNITA, foi ouvida igualmente a posição dos requerentes sobre o relatório da última comissão.

“Considerando o facto de que os militantes envolvidos recorreram ao Tribunal Constitucional antes de terem esgotado os meios jurídicos internos, a Comissão Política, nos termos dos artigos 16º., 17º., 18º., e 19º. dos estatutos do partido saídos do XII Congresso reunido em 2015, deliberou por voto secreto sobre a suspensão preventiva dos seus membros: Ilídio Chissanga Eurico, Amaro Cambiete Sebastião Caimana, Sócrates Yava Kabeia, Elisbey Chinjola Bamba Setapi, Manuela dos Prazeres de Kazoto, Ana Filomena Junqueira da Cruz Domingos e Filipe Mendonça”, lê-se no comunicado.

O documento revela que 153 membros votaram a favor, 29 contra e quatro se abstiveram.

A UNITA foi obrigada a repetir o congresso de 2019, em que Adalberto Costa Júnior foi eleito presidente, por um acórdão do TC alegadamente por ele não ter renunciado à cidadania portuguesa antes de apresentar a sua candidatura à liderança do partido.

Na fim da reunião, o ainda presidente da UNITA, Isaías Samakuva, não teve outra saída senão concordar com a instauração de um processo disciplinar e consequencte suspensão dos “militantes rebeldes”, como foram apelidados os sete partidários suspensos.

“Foi preciso fazer uma votação e por maior absoluta estes membros foram suspensos. Vejamos, é uma suspensão apenas, não significa uma expulsão”, explicou Rubem Sikato, o porta-voz do XIII Congresso da UNITA, acrescentando que “a UNITA está de boa saúde, a UNITA mantém a sua posição, a UNITA é um partido que foi criado para apoiar o povo angolano e neste momento está na consciência de uma maioria de angolanos – a nosso ver – que acha que deve ser governo proximamente”. (Com agências)

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