Início Política Cafunfo longe da calma com tiroteio na madrugada do dia 04 a resultar num ferido

Cafunfo longe da calma com tiroteio na madrugada do dia 04 a resultar num ferido

por Redação

Ao que tudo indica, Cafunfo está longe da calma. Um activista denunciou que uma pessoa foi baleada, durante a madrugada de quinta-feira (04), em Cafunfo, e pede uma comissão de inquérito para investigar o que se passa na vila mineira.

Um activista denunciou que uma pessoa foi baleada durante a madrugada de quinta-feira (04), em Cafunfo, a vila mineira onde no passado sábado, 30 de Janeiro, várias pessoas morreram num incidente caracterizado como «acto de rebelião» pelas autoridades e «massacre» pelas ONG’s.
De acordo com Jordan Muacabinza, morador em Cafunfo, o incidente aconteceu no bairro Elevação e um jovem terá sido baleado num pé.
«Houve muitos disparos como se fosse um confronto entre as forças do governo e os inimigos», contou, deixando um apelo ao Presidente da República, João Lourenço, para que intervenha no sentido de «apaziguar» a população.
Pediu ainda uma comissão de inquérito (independente) para investigar o caso. «Aqui não estão a permitir aos activistas e defensores dos Direitos Humanos exercerem livremente o direito de investigar estes casos», declarou Jordan Muacabinza, que disse estar a ser ameaçado de morte.
Os jornalistas da Lusa, que se encontram no local, ouviram também os disparos por volta das 03:30.
A Lusa contactou os responsáveis do Ministério do Interior, que remeteram esclarecimentos para mais tarde. No sábado passado, várias pessoas morreram e outras ficaram feridas durante um incidente em Cafunfo, envolvendo a polícia e as Forças Armadas Angolanas (FAA).
As autoridades policiais falam seis mortos e acusam o Movimento do Protetorado da Lunda Tchokwe (MPLT) de instigar a rebelião, alegando que as mortes ocorreram durante uma tentativa de invasão da esquadra.
No entanto, moradores e activistas, bem como elementos do MPLT, afirmam que a polícia disparou contra manifestantes que estavam desarmados, com o balanço do número de mortes a variar entre seis e 25.
ONG’s internacionais, bispos católicos de Angola e a oposição angolana condenaram o que dizem ser «um massacre» e pedem ao governo que investigue a acção policial. (In Lusa)

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