Início Política Banco Prestígio de Tchizé dos Santos tem 30 dias para deixar o espaço que ocupa ou pagar 11 milhões de dólares

Banco Prestígio de Tchizé dos Santos tem 30 dias para deixar o espaço que ocupa ou pagar 11 milhões de dólares

por Redação

As autoridades angolanas, de um tempo a esta parte, têm reclamado o espaço que é propriedade do Banco de Poupança e Credito (BPC) em que se situa o banco privado denominado “Prestígio”, de Welwitschia (Tchizé) dos Santos, filha do ex-Presidente da República José Eduardo dos Santos.

Francisco Manuel

De acordo com fonte do Ministério das Finanças, falando ao Jornal 24 Horas, foi dado ao Banco Prestígio um prazo de 30 dias para deixar o imóvel, ou pagar o valor equivalente a 11 milhões de dólares, acrescidos do valor de arrendamento do referido espaço desde que o ocupam.
Ao que se apurou, ao tempo do Presidente José Eduardo dos Santos, o BPC comprou o terceiro andar do luxuoso edifício “Torre Elysée”, na Rua Rainha Ginga 31, em Luanda, próximo ao Jornal de Angola. Uma parte do andar comprado ficou c om o BPC e a outra, por “ordens superiores”, ficou para os interesses dos filhos do antigo Presidente da República, que ali fizeram “quartel general” da agência “Semba Comunicação”, até o surgimento do dito “Banco Prestígio”.
Conforme explicação da fonte citada, o “Prestígio”, em vez de um banco verdadeiramente dito, é mais uma espécie de “casa de câmbio” e/ou de penhores, ao estilo “kinguila”, cujo objectivo real era, ou é, “o branqueamento de capitais”, como era prática corrente das elites ligadas ao poder na vigência do regime liderado por José Eduardo dos Santos, cujo balanço, trágico, foi a delapidação do erário público que mergulhou o país na desgraça e miséria em que se encontra actualmente.
Assim sendo, refere ainda a fonte, a filha do ex-Presidente José Eduardo dos Santos, Tchizé dos Santos, tem-se insurgido contra situações internas do BPC e não só, contrariando todas as decisões tomadas pelo Executivo, afirmando que “o BPC não tem salvação”. A sua ira, considera a fonte, “advém do facto de as autoridades angolanas terem reclamado o espaço que acolhe o seu banco privado e que pertence ao Banco de Poupança e Credito (BPC)”.
“Tchizé nunca ‘engoliu’ bem esta situação, que considera como uma desfeita, uma falta de respeito, por ser filha do ex-Presidente”, sublinha a fonte.
Este Jornal tentou contactar algum responsável ligado ao Banco Prestígio que esteja no país, mas todas as tentativas foram infrutíferas.

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