Início Política As “batatas podres” que enrolam o Presidente e o induzem em erro para prejudicar o país

As “batatas podres” que enrolam o Presidente e o induzem em erro para prejudicar o país

por Redação

A atual situação de penúria em que está mergulhado o país, a que se junta actualmente a crítica situação de saúde pública, que as autoridades do sector já consideram como “a caminho do colapso”, a fome, a miséria e o descrédito ao desempenho do executivo para encontrar soluções práticas e urgentes, tem levado a sociedade a descredibilizar também o papel do próprio Presidente da República, João Lourenço, que tem sido apontado, desde que tomou posse, de ter-se feito rodear de muita “batata podre”.

Licínio Adriano

As críticas referem que, no “partido da situação”, abundam as “batatas podres” e com elas, dificilmente o país vai sair do miserável estado em que se encontra e vai, cada vez mais, atolar-se no lodaçal de podridão em que já foi arremessado.

A política de aproveitamento dos cargos públicos, a todos os níveis, para servirem-se e encherem os seus próprios bolsos e não para servir e trabalhar em prol do desenvolvimento nacional, é um velho e péssimo hábito que, infelizmente, sempre fez parte da governação em Angola, derivado das políticas partidárias do MPLA.

No regime anterior ludibriaram e induziram em erro o anterior Chefe de Estado, levando-o a cometer erros que acabaram por encaminhar o país para a infeliz situação em que se encontra.

Apesar de o Presidente João Lourenço ter mostrado interesse em fazer uma profunda reforma no sistema governativo angolano, começando com o combate à corrupção e todos os males conexos a esse fenómeno que impede e perturba o crescimento económico nacional e que bloqueia o correcto funcionamento das instituições, em prejuízo do desenvolvimento e do bem-estar do povo angolano, a situação continua complicada.

Infelizmente, têm sido os dirigentes os primeiros a praticar a corrupção, imbuídos do espirito do “cabritismo” que imperou durante longas décadas. Muitos são ainda os dirigentes e governantes do país que valem-se dos cargos que exercem para apoderar-se dos bens do Estado, roubar o dinheiro do erário público, em vez de trabalhar em prol da nação.

O país está hoje mergulhado nas trevas da miséria, tendo efectuado um retrocesso na sua caminhada, atingindo um nível de degradação tão grande que será muito difícil recuperar a curto ou médio prazo, caso se acabe com tal estado de coisas.

Entende-se que precisa-se urgentemente de uma política séria e democrática, fundada em compromissos, diálogo e respeito mútuo entre governantes e governados. O Governo tem que ser servido por pessoas com qualidade, de perfil vertical e não por meros aproveitadores, fanfarrões, perversos, com falta de escrúpulos e sem moral, como tem acontecido até agora.

O Presidente da República está a ser subtilmente enganado, em alguns casos e, em outros, de forma grosseira e vergonhosa, por vários dos seus colaboradores, tanto a nível governamental como partidário, incluindo os que acha serem de sua maior confiança, muito próximos de si e dentro da sua própria “casa”.

Para determinados analistas do cenário político, económico e social de Angola, pelos desmandos cometidos pelos diversos membros das elites governamentais, partidárias e militares, complicam todo o processo de governação do Chefe de Estado, impede o desenvolvimento do país e deixa em dúvida a intenção de combater a corrupção e impunidade, continuando com os esquemas fraudulentos e a usurpação do erário público.

O chamado “sangue novo” que o Presidente tem injectado no aparelho partidário e governamental, à semelhança do “sangue velho”, já estão viciados à partida e quando são nomeados para determinado cargo, a intenção é só uma: “aproveitar-se do mesmo para encher os bolsos”. Tal é a política do “cabritismo” que sempre imperou e impera ainda no país.

Todos esses indíviduos, tais lobos travestidos em cordeiros, de forma engenhosa vão espalhando cascas de banana para que o Presidente escorregue e acabe por ficar mal visto, tanto interna como externamente, o que já está a acontecer.

Assim sendo, o Presidente da República deve ouvir mais os cidadãos, ouvir de verdade e com verdade; não deve deixar-se embalar por falsas subtilezas e “estórias de dikixis”, porque é assim que, na sua qualidade de “chefe supremo”, acaba por ficar como o responsável de todo o mal que se vai praticando, assim como fica também com o rótulo de incompetente, mentiroso, tirano e algoz do seu próprio povo ou concidadãos. Não deve deixar-se enredar pelas teias e manhas dos malabaristas que o rodeam e não o deixam atingir os fins preconizados. É preciso que se faça realmente de tudo para desenvolver o país e conceder o bem-estar a todas populações angolanas.

Aproximam-se os dias de “grandes desafios” e, desta feita, não será tão fácil ludibriar como se tem feito. A situação hoje, não é a de ontem e muito a anterior!

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