Início Política António Mosquito, “pai do empresariado angolano”, tem sido impedido de contribuir para o bem-estar de Angola

António Mosquito, “pai do empresariado angolano”, tem sido impedido de contribuir para o bem-estar de Angola

por Redação

O empresário António Mosquito, considerado como o “Pai do empresariado angolano”, cuja alta experiência e resiliência deveria ser melhor aproveitada, pelo Executivo e não só, em prol do fortalecimento do sector empresarial nacional em Angola, no sentido de ajudar a catapultar, com outra visão, a diversificação da economia com foco no desenvolvimento multifacetado do país, tem sido impedido de dar o seu contributo à sua Pátria.

Francisco Manuel

Abalizados críticos têm feito exaustivas referências ao facto de, ao longo do tempo, muitos dos projectos apresentados pelo governo não passarem de meras teorias e acabam por ficar sempre no papel, porque têm sido apenas supostas  “boas intenções” que se esfumam sem qualquer concretização, quando, em determinados casos, até são disponibilizadas avultadas verbas que ficam sem efeito, porque acabam por beneficiar esquemas ilícitos em detrimento dos programas ou projectos que deveriam ser levados a cabo.

Infelizmente, prevalece o abuso da Lei da Probidade Pública, que apesar de impedir os titulares de cargos públicos e/ou políticos de exercerem actividades de carácter empresarial e/ou privado, sobretudo remuneradas, como por exemplo, a proibição de um membro do Executivo em exercer funções de gerência numa sociedade comercial, continua-se a assistir a violações flagrantes de titulares dos referidos cargos que fazem concorrência desleal, principalmente, aos empresários nacionais, dificultando-lhes a vida e criando impedimentos aos seus objectivos. Só quem alinha na bitola deles merece apoio. O que conta é ser “mafioso” quanto baste.

António Mosquito,  é o único empresário angolano que investiu mais de 300 milhões de dólares no sector dos petróleos, porém, quando necessitou de um empréstimo para não deixar de honrar alguns pagamentos( cash calls) e pediu ajuda ao país, a mesma foi-lhe garantida, mas não passaram de promessas vãs, porque assim que se deu conta do potencial do bloco em que apostara, pura e simplesmente os “mafiosos” que continuam a imperar na Sonangol, entre outros, criaram situações que acabaram por preterir o empresário angolano a favor de outros interesses, alguns dos quais bastante mesquinhos.

A trajectória de António Mosquito é inquestionável. É o pioneiro dos empresários angolanos; sobreviveu aos amargos anos do “regime popular” em que um empresário era considerado “capitalista” e, como tal, inimigo do então chamado “poder popular”. Aguentou choques, sobreviveu e continuou, resiliente.

A sua experiência ainda vem do tempo anterior à indepedndência, tendo exportado sisal de Angola para a Europa e foi o precursor na importação de bens  de primeira necessidade, de bebidas, entre outros, destacando-se que também foi o representante de marcas mundialmente conceituadas de automóveis como a Audi e a VW, chegando, pela sua verticalidade, a Cônsul Honorário de um país como a Áustria, há mais de 25 anos.

Com a sua ficha de negócios limpa, é bem-conceituado em diversos países do mundo, onde goza de prestígio, facto que deveria servir para ajudar o Governo e outros empresários nacionais que precisam de maior visibilidade interna e externa, em vez de lhe ser vetada a possibilidade de trabalhar, com isenção, pelo desenvolvimento do seu país.

Porque é e quem está a tramar António Mosquito? É a questão que não se quer calar. Voltaremos!

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