Início Política Ana Paula Godinho é advogada do diabo, defende os maiores burladores e gatunos de Angola

Ana Paula Godinho é advogada do diabo, defende os maiores burladores e gatunos de Angola

por Redação

Cada vez mais, a advogada Ana Paula Godinho tem sido acusada de envolvimento em esquemas que lesaram altamente o país. As acusações apontam sobretudo à sua ligação com os chamados “Irmãos Metralha” (Kopelipa, Dino e Manuel Vicente) e seus comparsas, num momento em estão a ser montadas cabalas contra o Presidente da República e o Estado angolano.

Santos Pereira

Não é novo que a advogada angolana Ana Paula Godinho Marques da Conceição defende os maiores burlões e gatunos que desgraçaram o país, bem como os seus grupos, depreendendo-se que obtem chorudos lucros provenientes dos crimes ecoómico – financeiros cometidos pelos seus clientes e/ou parceiros.
Enquanto advogada, está presente em todas as empresas dos considerados “marimbondos”, indivíduos que ela defende com garra, ao ponto de fazer crer que “Deus é o diabo e o diabo é Deus”.
Nos últimos dias, voltou à “baila” o caso BESA, o nome de Ana Paula Godinho e o de Massano Júnior, governador do Banco Nacional de Angola (BNA), estão a ser citados como os “arquitectos da mudança do BESA para Banco Económico”.
Relativamente ao Banco Económico corre uma acção no Tribunal Provincial de Luanda em que a advogada Ana Paula Godinho, falsificou documentos, alterando-os de forma gravíssima no processo após a sentença proferida.
Estas alterações consubstanciavam-se na alteração e rasura de páginas, na introdução de documentos assinados por ela própria, assim como alteração de datas de entradas dos processos, entre outros artifícios gravíssimos praticados por esta causídica dentro do cartório do Tribunal.
Habituada a manipular tudo e todos, mentindo e falsificando documentos e factos, viu-se impotente face à decisão tomada pelo tribunal e, por se tratar de uma providência cautelar, Ana Paula Godinho, fustrada e sem argumentos factuais para contrapor as decisões do tribunal e do Juiz, acabou por ser denunciada pelo Juiz, que descobriu as manobras da advogada.
Numa primeira fase do processo, os requerentes da acção contra o Banco Económico, solicitaram ao Juiz de uma das secções do Cível do Tribunal Provincial de Luanda, uma providência cautelar não especificada, porque os depósitos que tinham nas suas contas encontravam-se congelados, ilegalmente, pelo Banco Económico desde 2013.
Em sentença proferida no primeiro trimestre do corrente ano, o Juiz do Tribunal, após um julgamento que durou dois dias e ter ouvido as partes envolvidas, testemunhas e Instituições de Justiça com poderes para mandar bloquear as contas, nomeadamente a Procuradoria Geral da República e a Unidade de Investigação Financeira, apurou que o acto praticado pelo Banco Económico em bloquear as contas, era ilegal, porque as autoridades com poderes para o fazer não tinham dado a ordem.
Face às evidências provadas em Tribunal, o Juiz mandou levantar o bloqueio das contas e executar de imediato as transferências.
Suspeitas bastante significativas há muito que pairam sobre Ana Paula Godinho e a sua forma de actuar, incluindo os seus jogos de bastidor obscuros, desleias e ilegais que sempre fez ao longo da sua carreira, valendo-se da impunidade que o regime anterior sempre lhe proporcionou.
O grande público e mesmo muitos operadores da Justiça nanca imaginaram Ana Paula Godinho, aparentemente austera e impoluta, não passa de uma trambiqueira.
Assim sendo, ante tais descobertas, o Juiz eleborou um auto de noticia, com uma queixa à Procuradoria Geral da República com fortes suspeições da prática de um crime praticado pela advogada.
Há igualmente uma queixa na Ordem dos Advogados contra Ana Paula Godinho efectuada pelos advogados da outra, parte por considerarem que foram lesados e que a actuação da sua colega de profissão, Ana Paula Godinho, tem de ser investigada, face às evidências dos actos praticados que põem em causa a credibilidade de toda uma classe.
Para além de tudo isso e como já foi revelado em notícias que circulam, a referida advogada também está envolvida no “tenebroso esquema” do golpe aplicado à Sonangol, na gerência de Manuel Vicente, que actualmente é seu amigo e cliente, de 152 milhões de dólares.
Foi ela que elaborou o contrato da Sonangol com a Multimarket, bem como todo expediente de transferência directa do direito de superfície de terrenos vendidos por essa empresa “fantasma” (Multimarket), propriedade dos “marimbondos”, marcação de escrituras, pagamento de imposto de SISA, registo matricial e na conservatória do registo predial de benfeitorias a construir em tais terrenos.
Quando o assunto saiu à público, Ana Paula Godinho não aceitou falar à Comunicação Social, dizendo «não ter autorização do seu cliente para falar sobre o negócio».
Na altura, Manuel Vicente, então PCA da Sonangol, afirmou que fora enganado e que deu a sua autorização para o negócio, «induzido em erro por documentos falsos». E em jeito de líder mafioso, lavou as mãos e acusou «Orlando Veloso, o gabinete jurídico da petrolífera e Ana Paula Godinho, de serem as entidades que realizaram todos os procedimentos necessários à contratação», afirmando, «quem tratou de tudo e me levou os documentos para assinar foi o engenheiro Veloso».
Mais recentemente, defendeu em tribunal, no caso CNC (Conselho Nacional de Carregadores), o antigo ministro dos Transportes, Augusto Tomás, indivíduo que tem um historial bastante sinistro como governante, desde os tempos em que foi ministro das Finanças, entre outros cargos. Augusto Tomás, nunca foi «flor que se cheire», malabarista e batoteiro quanto baste. Mas Ana Paula Godinho tentou com todos meios ao seu alcance, enquanto defensora do indivíduo, inocentá-lo e fazer crer que, quem estava a ser julgado era um “anjo”, o mais puro e imaculado. Felizmente fez-se justiça e Augusto Tomás acabou por ser condenado.
Sendo assim, não é em vão que Ana Paula Godinho é considerada como a «advogada do diabo», super ambiciosa e que «só anda atrás de dinheiro».

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