Início Política Adalberto Costa Júnior acusado de oportunista e de estar ao serviço de interesses obscuros

Adalberto Costa Júnior acusado de oportunista e de estar ao serviço de interesses obscuros

por Redação

    O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior,  está a ser acusado por militantes daquele partido de estar a tomar posições oportunistas que estão a desagradar sobremaneira a massa militante do Galo Negro Mwanza Mukondolo   Desta feita, está a ser acusado de impôr a data do seu aniversário como o “dia do Grupo Parlamentar” da UNITA, um acto que, segundo os militantes, desrespeita as memórias de Raúl Danda, recentemente falecido, Jaka Jamba, Victorino Nhany, Chilingutila, todos antigos deputados que deveriam ser lembrados. Para os referidos militantes, «Adalberto Costa Júnior não olha a meios para atingir fins, demonstrando que, neste capítulo, a sua táctica de vitimização valeu-lhe para chegar à presidência do partido que está agora a usar como trampolim para fins inconfessos». Os mesmos dizem que o actual presidente do partido, ao contrário da sua ‘capa’ de ‘bom rapaz’, «é um indivíduo bastante arrogante e embusteiro, que quer, seja por que meios forem, atingir sórdidos objectivos». Os descontentes acusam que, para além de aproveitamento político, outra jogada de ACJ consiste em desestabilizar a UNITA, criando divisões internas e enfraquecê-la, usando a subversão para agitar as populações, valendo-se da actual crise que se vive no país com todas as suas consequências, quebrando a estabilidade e harmonia, com manifestações de rua que, naturalmente, acabarão por resvalar para a violência e implantar o caos social. A propósito deste assunto, na linha da estratégia de ludibriar a sociedade, Adalberto Costa Júnior afirmou recentemente que «o seu partido não vai engolir sapos e estará na linha da frente do combate por uma Angola para os cidadãos nem que, para isso, no limite, tenha de sair às ruas». Subentende-se desta postura do líder do considerado maior partido da oposição, que surge logo a seguir a diversas referências sobre estranhos financiamentos que terá recebido, proveniente de círculos devidamente identificados e de alegados ‘marimbondos’, que a desestabilização social e a implantação do terrorismo doméstico estão dentro  dos seus objectivos. Quando do processo eleitoral na UNITA, para a substituição de Isaías Samakuva, recorde-se que, perante os demais candidatos, Adalberto não teria formas de chegar à presidência do partido. Tal só foi possível devido aos ‘estranhos’ apoios financeiros que recebeu, assim como pela crença, em alguns sectores do partido, imbuídos da ideia que a eleição de Adalberto, que consideravam «um indivíduo inteligente e muito combativo, daria uma nova imagem» à UNITA  e a catapultaria para altos patamares, tornando-a uma força política potente para conquistar o poder nas próximas eleições, contrariando os interesses do MPLA. Em muito pouco tempo verificou-se que foi um terrível engano, com Adalberto a criar divisões para melhor reinar, levando a UNITA para o abismo, em vez de a tornar num partido melhor. Para analistas do panorama político nacional, «o país está diante de um dilema em que a situação económica e social do país tem servido de pretexto para atingir-se objectivos que em vez de trazer benefícios para os angolanos, poderá evoluir para uma tragédia e Adalberto, astutamente, está a aproveitar-se para enganar a UNITA  e a sociedade angolana em geral».  «Adalberto não está com meias medidas e não olha a meios para atingir fins inconfessos», sublinham os analistas. No seio da UNITA é cada vez maior a insatisfação em relação ao desempenho do seu actual presidente. Nos últimos dias, diversas vozes se levantaram apontando a ilegalidade que norteou a sua eleição, violando os estatutos do partido, por não ter renunciado à dupla nacionalidade. «Na altura apresentou um documento de intenção de renúncia à nacionalidade portuguesa, porém aquele documento não constituia a anulação da outra nacionalidade e a sua eleição nessas condições feriu os princípios estatutários do partido», referem os militantes descontentes. Assim sendo, Adalberto Costa Júnior tem usado a táctica dos ratos de «morder e soprar», desdobrando-se em esforços para conquistar simpatias internas e externas, ao mesmo tempo que manipula para conspurcar potenciais substitutos na presidência da UNITA, como é o caso de Kamalata Numa, assim como cria entraves a todos quantos possam fazer-lhe frente. Pela avalanche de críticas e acusações provenientes de todos os quadrantes, bem como pelo clima melindroso instalado entre os militantes e mesmo em diferentes meios da sociedade, Adalberto não vai conseguir sustentar a sua arrogância e mentiras para sempre. «Um ‘malabarista’ como ele não pode ser e nunca será presidente de Angola. Nem os militantes da UNITA, nem o Povo Angolano irão consentir semelhante barbaridade», garantem os militantes que exigem, diante dos factos, a sua imediata retirada da liderança do Galo Negro!

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